Nesse livro, Jean Shinoda Bolen fala sobre os arquétipos ativos na psique feminina quando elas já cumpriram seus demais papéis na sociedade como filhas, esposas, trabalhadoras, mães. É nesse momento que a mulher tem tempo e energia o suficiente para voltar-se pra si mesma e vir a tona a mulher sábia. Essa fase tem tudo para ser o período mais autêntico de sua vida, quando não necessita mais corresponder às expectativas externas, quando as expectativas da sua vida se transformam e pode enfim escolher ser você mesma.
As deusas e a mulher madura discorre sobre os arquétipos de <b>Métis, Sofia, Hécate e Héstia</b>, diferentes formas da mulher conseguir expressar sua sabedoria ancestral, o desenvolvimento interior das qualidades da alma mais ligadas à terceira fase da vida da mulher, que no entanto, em condições propícias, também pode ser encontrado em mulheres jovens.
Cada um dos arquétipos de sabedoria tem sua forma singular de sapiência.
Na segunda parte do livro, além dos arquétipos de sabedoria, a autora fala também de outros arquétipos que se desenvolvem nessa fase, ligados a indignação, compaixão e alegria. É nesse momento que temos contato com os arquétipos de <b>Seckhmet, Kali-Ma, Baubo, Uzume, Kuan Yin e Virgem Maria</b>.
Na terceira parte do livro, temos a oportunidade de revisitar as Deusas trabalhadas em seu outro livro, As deusas e a mulher, para conhece-las em sua maturidade. Como mulheres com os arquétipos de <b>Afrodite, Perséfone, Deméter, Hera, Atena, Ártemis e Héstia</b> são quando adentram a terceira fase da vida?
A quarta parte do livro fala sobre o <b>arquétipo do Círculo</b>. É o capítulo que inspirou a autora a escrever <i>O milionésimo círculo</i>, um livro somente sobre o movimento dos círculos de mulheres. Nesse capítulo, além do arquétipo do círculo, temos o panorama histórico tanto do movimento feminista quanto do movimento dos círculos de mulheres. Segundo a autora, a terceira onda do movimento feminista integrará tanto política quanto espiritualidade, e trará uma nova consciência espiritual ao mundo, sendo o círculo o próprio veículo de transformação da própria mulher e do mundo ao redor.
Citando Margareth Mead: <I>Nunca duvide que um pequeno grupo de cidadãos conscientes e comprometidos podem mudar o mundo; de fato, é a única maneira disto acontecer</I>.