A Equação da Afetividade - Como lidar com a raiva de crianças e adolescentes

    Ivan Capelatto, Iuri Capelatto

    Papirus
    2012
    112 páginas
    3h 44m
    ISBN-13: 9788561773243
    Português Brasileiro

    Os pais levam o filho a um passeio e, na hora de ir embora, a criança faz birra, grita e chora, porque quer ficar um pouco mais. Já o adolescente se revolta quando a mãe não permite que ele vá a uma festa com os amigos. Na maioria das vezes, pais e educadores interpretam situações assim como um ato de rebeldia, ignorando que, na verdade, a raiva é uma reação natural de todos nós quando algo contrário ao nosso desejo acontece. Nesse livro, os psicólogos Ivan e Iuri Capelatto - pai e filho, respectivamente - explicam como ajudar crianças e jovens a administrar a raiva que sentem, para que possam suportar as frustrações do dia a dia e se tornem adultos emocionalmente saudáveis e afetivos.

    Resenhas (1)Ver mais
    Marcos Ferronatto picture
    Marcos Ferronatto04/04/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Pedidos de socorro

    (Resenha de 2021) Temos aos montes os sintomas dos pedidos de socorro. Para os autores, a raiva e a violência são pedidos de socorro de quem não tem afeto, de quem não está se sentindo amado. Porque, quando amado, a pessoa sente o medo da perda da pessoa que o ama. Quando isso não existe, quando esse medo da perda não existe, a raiva começa a se sobressair. Não que a raiva e o medo não devem ser demonstrados, pelo contrário. Eles dizem como estamos nos sentindo, relatam problemas que existem na vida de qualquer um. Mas quando se está sozinho, quando ninguém te ajuda a melhorar dessa angústia, a agressividade vem a tona. A leitura desse livrinho parece uma fórmula simples para problemas muito complexos, mas quem sabe não seja simples mesmo. Talvez o simples ato de ouvir o outro já ajude imensamente essa sociedade que não sabe mais o que sente e se personifica em uma identidade virtual porque a identidade real se tornou insuportável. Talvez seja tudo que precisamos. (Resenha de 2024) Com o passar dos anos e muitos estudos sobre filosofia, política, antropologia, psicologia e psiquiatria, percebi que estava errado em relação a primeira resenha. Não há solução simples para problemas complexos. Se existisse, seriam aplicadas às soluções e esses problemas deixariam de ser complexos. Nesta releitura identifiquei perspectivas dos autores que antes não me incomodavam mas que, agora, chegaram a me dar raiva por não ter notado na primeira leitura. Como a resenha tem limite, recomendo verificar o histórico caso queiram se aprofundar nas críticas. É um livro bom para quem está começando os estudos sobre educação e crianças, mas não serve como ponto final. Os autores erraram em muitas afirmações.

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