Azul Miosótico -

    Yuri Emanuel

    Subtítulo
    2012
    315 páginas
    10h 30m
    ISBN-13: 9788561843410
    Português Brasileiro

    Abby é uma aspirante a pintora de vinte e dois anos. Roxie é uma escritora da mesma idade e de coração maltratado pela vida, distante dos textos. Até o ponto de se conhecerem, ambas vivem aparentemente de cada lado de um planeta em forma de muro: o destino. Um acidente de carro mata Evelin, mãe de Abby, no dia em que esta recebe a carta de admissão para o curso de belas artes da universidade de Montenegro, uma ilha no litoral sul do país. Enquanto o destino se apresenta em fragmentos do acaso, trazendo Roxie para a vida de Abby, esta beira o desespero sentido ser maior o seu fracasso. Junto com Ângelo, ambas atravessam confusões sentimentais, um triângulo amoroso entre amigos e a bagagem sentimental e dolorosa até chegar num ponto crítico onde a paixão é inevitável. Agora talvez tudo seja realmente passado... Azul Miosótico retrata o lado mais sublime de um amor fraternal e verdadeiro, metaforizado nas flores dos miosótis que brotam no topo do Monte Negro. Tais flores, que significam “não se esqueça de mim”, são o pedido ao qual responde a promessa gravada na mais bela tela de Abby.

    Resenhas (1)Ver mais
    Kaydson Gustavo picture
    Kaydson Gustavo23/04/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Eu também prometo.

    Um tom azul bem Miosótico. Escrevo. Escrevo porque não saberia fazer outra coisa agora do que se não escrever. Alguns de vocês nada entenderão desse texto, apenas aqueles que já viveram, leram ou sentiram, tão qual aos que choraram a morte de Evelin ou não tem a mínima noção de quem seja esta, como a memória perdida de Hyanna. Já se passaram sete anos desde que essa história nasceu, e eu a revivo a cada palavra a emoção e a dor juntas, andando sobre as ruas do Monte Negro. Abobalhado fico e apaixonado como Ângelo ao ver Abby através de olhos um tanto azuis, um azul novo, um azul intenso. Desde seus olhos, aos das flores que brotam no monte, próximo à praia de Montenegro. Escrevo. Não tão bem quanto Roxie, mas com uma sensação de sílfide de Soraya. O coração termina emocionado, mais uma vez, vivo Azul. Como a primeira vez, sinto todo o livro. Sinto, sinto vivo, sinto nítido, sinto tudo, sinto muito. Sentimento. Quando não consigo mais segurar as lágrimas após Roxie pronunciar o: acabou. . Pauso a leitura. Corro para pegar um café e respirar. E sinto novamente. Eu sinto a dor que percorre cada hemácia de Abby Montenegro. . Eu sinto o gelo dessa madrugada que escrevo tal qual Abby sentiu o mar congelar sob seus pés e puxo meu lençol, pois, o vento que sopra pela janela é frio e uma chuva fina cai lá fora. Eu sinto ousar falar que eu amo essa história como o amor que percorre o peito de Abby, como uma promessa feita à mim, como viver dentro desse livro fosse sempre necessário e releio, releio e releio. O livro que mais li na vida, um dos livros que mais amo com um amor diferente, nada desses cheios de estigmas e lendas, nada de rosa com falsa doçura enamorada. Meu sentimento é de um tom azul. Um azul quase… miosótico. Mais pigmentado. Mais vivo. Mais sinto. Escrevo. Porque sinto. Sinto vivo. Sinto nítido. Sinto tudo. Sinto muito. Sentimento. Finalizo sempre com um sentimento novo, mas com a mesma sensação de: Vem Roxie… vamos pra casa. Eu também prometo.

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