Volume da maledicência
O primeiro capítulo e o início do segundo são ótimos. Guaita fez um bom trabalho ao resumir alguns estereótipos básicos do mundo da Teurgia e repassou de maneira igualmente interessante efeitos e curiosidades do magnetismo, manifestações mediúnicas, etc. Até aí, Guaita foi desprovido de sentimentalismo e opinião pessoal, completamente neutro, como qualquer autor com o mínimo bom senso, mas mais adiante, ele se exaltou de um jeito quase ridículo, extremamente enfadonho, chato, desnecessário e até desconfortável de se ler - afinal, comprei a presente obra para dela usufruir, ou para ver treta meritocrática de teurgo? O autor extrapolou os limites não apenas de um narrador e informante coerente, mas chegou a parecer bitolado, fugindo das rédeas não somente de mago, mas de ser humano minimamente decente e discreto em meio a constantes relações interpessoais desagradáveis dentre esta sociedade da qual frequentemente todos discordamos. Ele culminou num arquétipo cômico de criança mimada brigando por rivalidade e discordância de preceitos e dogmas... Guaita perdeu simplesmente o último capítulo INTEIRO falando mal de geral, desde alfinetadas despretensiosas a Mesmer, a uma avalanche de criancices a certas seitas de índole considerada profana pelo autor... Guaita, tu começou bem, mas desabrochou num baita dum crianção.
