A Arte da Peregrinação - Para o Viajante em Busca do Que Lhe é Sagrado

    Phill Cousineau

    Ágora
    1999
    264 páginas
    8h 48m
    ISBN-10: 857183654X
    Português Brasileiro

    Para Phil Cousineau uma peregrinação tanto pode conduzir a Jerusalém e ser de cunho religioso, quanto à cidade que é cenário de seu filme favorito. O importante é que seja uma viagem com alma. A idéia desse livro surgiu da constatação de que o turista moderno frequentemente se refere a uma sensação de vazio ao final de uma viagem. Porque faltou-lhe um significado mais profundo em suas andanças, diz Cousineau. Recorrendo à sua própria experiência (que é vastíssima) e a relatos que colheu, o autor orienta as pessoas que desejam se pôr a caminho de modo diferenciado e os encoraja a criar suas próprias jornadas. Ao ler "A Arte da Peregrinação", o futuro peregrino é levado a refletir sobre os lugares que lhe são sagrados ou depositários de uma qualidade mágica e, então, sua peregrinação já começou.

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    Christiane Depooter24/07/2021Resenhou um livro
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    Para quem gosta de viajar em busca de algo transformador este livro é recomendado. Cousineau não nos fala de peregrinações religiosas, apesar de citá-las também, mas principalmente do que ele chama de jornada em busca do sagrado que pode ser uma viagem, uma caminhada perto de casa, uma ida à uma livraria, ou qualquer outra forma que possa nos levar ao que consideramos e sentimos como sagrado. A viagem é como a vida, tem o antes, o começo, o meio e o retorno. São rituais de passagens como diria o antropólogo Victor Turner. Ele faz uma diferenciação entre o turismo e a peregrinação considerando que o primeiro é uma viagem segura e com conforto que acaba não trazendo grandes transformações interiores, ao contrário da peregrinação, ou como eu chamaria, uma viagem de flaneur, de viver o local, de perceber. A peregrinação requer um preparo não apenas prático, mas também espiritual ou pela imaginação. Haverá obstáculos a enfrentar e superar, dificuldades, mas também haverá autoconhecimento e inspiração, momentos sagrados. O importante é retornar ao lar trazendo algo de novo em si mesmo, porque a viagem não é externa, mas interior, e por isto mesmo pode inclusive ser feita onde se está. É uma viagem da alma, não do ego.

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