Vilém Flusser publicou A Escrita em 1987, em alemão, na época de seu reconhecimento internacional como um importante teórico dos novos media, quando o chamavam de "o Walter Benjamin da pós-modernidade". Mas com esse livro Flusser juntas as duas pontas da sua obra e articula a fase brasileira, marcada por uma especulação linguística e filosófica extremamente avançada, com a fase europeia, marcada pela observação dos novos meios de comunicação como "caixas-pretas" inacessíveis ao homem comum. Em A Escrita, que ora traduzimos a partir da 2ª edição alemã, de 1989, o filósofo tcheco-brasileiro investiga o papel da escrita na formação da cultura e da própria noção de "história", perguntando-nos se os códigos digitais substituirão a escrita e se então escrever deixaria de fazer sentido.

