Na obra desse pernambucano observa-se uma vocação e uma atitude líricas assim como que guiados por uma origem, a mais recôndita e espontânea de todas: a disponibilidade sempre dinâmica para o êxtase estético. E sendo lucidamente responsável testemunhou com avidez a seguinte verdade: a livre escolha que o homem faz e si mesmo ao identificar-se absolutamente com aquilo que chamam destino. Assim, essa lucidez decidiu, sempre, ao mesmo tempo, os caminhos da geografia poética de sua existência como poeta e como homem. J. Gonçalves de Oliveira

