Agnes de Deus - Agnes of God

    Leonore Fleischer

    Record
    1985
    202 páginas
    6h 44m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Irmã Agnes era tudo o que uma jovem freira deveria ser: inocente, de uma beleza angelical, devotada apenas a Deus. Até que foi acusada de um dos crimes mais abomináveis que a humanidade conhece.

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    Carlos Augusto Vasques17/05/2024Resenhou um livro
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    Lido em 02/08/2023 Essa história tem início no teatro. O romance de Leonore Fleischer foi baseado na peça de mesmo nome de John Pielmeyer. Posteriormente, ganhou também uma versão cinematográfica em 1985, com Jane Fonda, Anne Bancroft e Meg Tilly nos papéis principais. Mesmo a contragosto, a médica psiquiatra Martha Livingston é designada judicialmente para atuar no caso em que a jovem e inocente freira Agnes, de beleza angelical, é acusada de matar logo após o nascimento o bebê que pariu às escondidas, no seu quarto dentro de um convento. A tarefa da Dra. Livingston é determinar a sanidade de Agnes, decisão essencial para saber se ela poderá ser ou não julgada por assassinato. O trágico incidente se dá no Convento das Pequenas Irmãs de Maria Madalena, localizado em Berthierville, na província de Quebec, Canadá. A madre superiora do convento, Miriam Ruth, recebe a Dra. Livingston de modo cordial a princípio, mas logo um evidente antagonismo se estabele entre as duas mulheres de forte personalidade. Ao ceticismo da Dra. Livingston se alia a raiva que sente da Igreja Católica, a qual julga responsável pela morte de sua irmã, logo após esta ter ingressado na vida religiosa. Já a Madre Miriam Ruth não é absolutamente uma pessoa de visão limitada pela fé, e sim uma mulher experiente com visão do mundo, tendo tido uma vida mundana anterior, com marido e filhos. Agnes, por sua vez, parece uma criança alheia ao que se passa à sua volta, numa espécie de negação da gravidez e do crime brutal que teria cometido, estrangulando o bebê com o cordão umbilical e o escondendo em uma cesta de lixo, junto com lençóis ensanguentados. A Madre Miriam fará de tudo para proteger Agnes e evitar que seja levada a um tribunal, e não somente por razões relacionadas à fé. Apesar do boicote que sofre por parte da madre superiora para saber a identidade do pai e como se deu a concepção, a Dra. Livingston persiste em sua tarefa e até a extrapola, iniciando por contra própria uma investigação que resultará em revelações surpreendentes e perturbadoras. Livro relativamente pequeno (cerca de 200 páginas), de leitura envolvente e que prende do início ao fim. Uma narrativa na qual fé e ciência atuam como ponto e contraponto, mas que, apesar do permanente conflito, mostram que podem ter pontos de convergência.

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