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    Oblómov -

    Ivan Alexandrovich Goncharov

    Cosac Naify
    2012
    736 páginas
    1d 0h 32m
    ISBN-13: 9788540503748
    Português Brasileiro
    4.5
    329 avaliações
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    Favoritos75Desejados1860Avaliaram329

    Oblómov, de Ivan Gontcharóv, é obra-chave na literatura russa do século XIX. Publicado em 1859, o romance suscitou amplo debate na época do lançamento ao retratar – na figura de seu protagonista Iliá Ilitch Oblómov, rico senhor de terras que mal sai do sofá e passa os dias de roupão, fazendo planos que nunca põe em prática – a elite russa às vésperas do fim da servidão. Ainda pouco conhecido no Brasil, o livro finalmente ganha a primeira tradução direta do russo pelas mãos do premiado escritor e tradutor Rubens Figueiredo, que também assina a apresentação. A edição traz posfácio do crítico italiano, especialista em literatura russa, Renato Poggioli (1907-63). Com capa dura revestida de tecido e impresso em papel-bíblia, o livro é ilustrado com estampas que remetem aos tecidos usados pela aristocracia russa da época, numa referência aos ambientes internos, cenário predominante no romance, e aos hábitos do protagonista.

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    milu duarte picture
    milu duarte26/04/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Eu li este livro quando, em virtude de um AVC, que apesar de não ter me deixado seqüelas, me deixou completamente deprimida, estava com síndrome de "poste":com medo da vida e, por que não, da morte, ficava o tempo todo parada, sem fazer nada e sem querer fazer nada, o que é pior. Ficava o dia todo recostada no sofá, lendo e pensando o que seria da minha vida dali pra frente. Foi quando me deparei, em um site, com um livro que me chamou a atenção, pelo simples fato de ser seu autor um russo. Comprei. Sua leitura foi um choque; me vi refletida no personagem, o que colaborou para que eu saísse daquela situação. Dali para a frente lutei contra a minha "oblamovismo" inconsciente e sai daquele estado letárgico-deprimente. Claro que o livro não é milagroso, mas ele faz a gente refletir nesta preguiça depressiva, doentia; sei lá, ele serve de espelho e, ao me ver meio que refletida neste espelho, acordei para a vida. Curiosamente, dias depois, uma amiga me enviou um e-mail com o seguinte link: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2008/08/14/ult4477u919.jhtm Neste link existe um artigo onde está relatado justamente o que eu pensava então: as obras de arte "são nosso espelho e, portanto, uma ferramenta para o auto-conhecimento"; por isso, livros têm sido utilizados no tratamento de várias doenças físicas e emocionais e, entre vários citados, está lá o Oblomov! Mas quem escreveu este livro digno de um Dostoievski? Ivan Gontcharov foi o autor de Oblomov, escrito em 1847 e é uma pena que a edição brasileira, feita pela editora Germinal, seja tão precária, cheia de erros de ortografia, de falta de revisão e até mesmo erros de tradução. A editora nem coloca a fonte da tradução, que a meu ver deve ser francesa, já que palavras em russo terminadas em n são transliteradas com final em ne, como é o caso de barin (cavalheiro, nobre), transliterada para barine. Mas isto seria mera questão de frescura de minha parte se a revisão do texto não fosse péssima. No entanto, nada disto conseguiu tirar a excelência desta obra de Gontcharov. Ivan Alexandrovitch Gontcharov escreveu poucos livros, mas significativos. Nascido às margens do Volga, filho de família de proprietários de terra(classe que ele satiriza no romance) no início do século XIX, especificamente em 1812, na cidade de Simbirsk (hoje Ylianovski). Ivan teve como primeira profissão o ofício de funcionário público, aliás, como retratam poucos escritos a seu respeito, foi um pacato funcionário público, inicialmente em sua terra natal e posteriormente em São Petersburgo, para onde se mudou. Logo em seguida à sua chegada a S. Petersburgo, dedicou-se à atividade literária e nos vinte anos registrados desse exercício, escreveu apenas três romances: "Uma história trivial", "A Queda" e "Oblamov" (lê-se "Ablómav", palavra que em russo, junto com os neologismos "oblomovchina" e "oblomovismo", tem o significado de preguiçoso, apático, lento, passivo, vontade fraca e até de medíocre e é, neste romance, o nome de seu personagem principal. O autor usou uma tática muito utilizada por Gógol: adotar para seus personagens nomes que descrevam seu caráter: assim, Gogol em "Almas Mortas" criou o personagem "Sobakievitch", nome derivado de cachorro, demonstrando, assim, o caráter grosseiro e canino de tal personagem. Criou, ainda, a Korobotchka, uma mulher bitolada e estúpida, nome que significa caixinha, bem adequado a uma tal personagem. Oblomov é um aristocrata decadente, inicialmente funcionário público (como o autor), cheio de indolência, de "oblomovchina"! Um deprimido. Deixou a vida no funcionalismo, ao contrário do autor que foi funcionário por toda sua vida. Dentro de sua inércia, o deprimido Oblomov fica mofando em seu quarto, onde não recebe quase ninguém, à excessão de poucos e raros amigos. Vive fazendo planos que jamais se realizarão. Com maestria, Gontcharov faz com que seu personagem caracterize a lentidão de costumes dos proprietários de terra da Rússia, no período imediatamente anterior à Revolução de Outubro, onde ainda predominava o trágico sistema de servidão. Oblomov se questiona "até que ponto a vida vale a pena?", "até que ponto a ambição tem sentido", "o que é viver bem".Estas perguntas são ainda bem atuais... Na sua deprimente apatia, ele se recusa a viver a sua própria história, até que um amigo alemão entra em cena, exercendo sobre ele uma influência forte. Entra em cena, também, a figura de Olga, que veio inserir a paixão no universo de Oblomov. E este universo que chega a ser de paixão e apatia, de depressão, de lentidão, misto de vontade de rir e de chorar, faz a suntuosidade da obra de Goncharav, que recomendo a todos os amantes da boa literatura. Ah, e - para quem gostar do livro, fica a dica: ele já foi para as telonas do cinema, sendo fácil encontrá-lo na internet, tendo até no Youtube.

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    Ivan Alexandrovich Goncharov profile picture

    Ivan Alexandrovich Goncharov

    Ivan Alexandrovich Goncharov (russo: Иван Александрович Гончаров; Simbirsk, 18 de Junho de 1812 - 27 de setembro 1891) foi um romancista russo, mais conhecido como o autor de Oblomov (1859). Ele nasceu em Simbirsk (atualmente Ulyanovsk), seu pai era um abastado comerciante de grãos. Após graduar-se na Universidade de Moscou em 1834 Goncharov serviu por trinta anos como um pequeno funcionário de governo. Em 1847 foi publicado seu primeiro romance, Obyknovennaia istoriia (História Comum), que retrata os conflitos entre o excessivo romantismo de um nobre jovem russo, recém chegado em São Petersburgo vindo das províncias, e da emergente classe comercial da capital imperial com seu sóbrio pragmatismo. Foi seguido por Ivan Savvich Podzhabrin (1848), um esboço psico-naturalista. Entre 1852 e 1855 Goncharov viajou para a Inglaterra, África, Japão, e de volta para a Rússia através da Sibéria como secretário do Almirante Yevfimy Putyatin. Suas anotações, uma crônica da viagem, "A Fragata Palas", foi publicado em 1858. Seu romançe de maior sucesso Oblomov foi publicado o ano seguinte, no qual a personagem principal foi comparado ao Hamlet de Shakespeare que responde "Não!" à questão "Ser ou não ser?". Fyodor Dostoyevsky, entre outros, considerava Goncharov um grande e notável autor. Sendo um conservador moderado no coração, Goncharov cumprimentou as reformas de 1861, abraçou a bem divulgada a idéia de que "o próprio governo chegou agora para liderar o progresso", e encontrou-se em oposição aos democratas revolucionária do acampamento. No verão de 1862 ele se tornou um editor do Severnaya potchta newaspaper, e um funcionário do ministério do Interior. Foi descoberto mais tarde, no início dos anos 1840. Goncharov estava trabalhando em uma novela chamada As pessoas adultas; manuscritos que foram perdidos. Em 1867, Goncharov aposentou-se de seu posto como censor do governo e, em seguida, publicou seu último romance - Obryv (O Precipício) (1869), que é a história de uma rivalidade romântica entre três homens e prevê uma condenação ao niilismo em defesa dos valores religiosos e morais da velha Rússia. Goncharov também escreveu contos, críticas, artigos (incluindo um famoso ensaio de 1871 sobre Griboyedov "Горе от ума" - As Desgraças de Wit), e algumas memórias que só foram publicados postumamente, em 1919. Ele passou o resto de seus dias solitário devido a críticas negativas a alguns de seus trabalhos. Goncharov nunca se casou e morreu em St. Petersburg, em 1891.

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    Simbirsk, Rússia

    Ivan Alexandrovich Goncharov