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    O Pesadelo (Joona Linna #2) -

    Lars Kepler

    Intrínseca
    2012
    448 páginas
    14h 56m
    ISBN-13: 9788580572537
    Português Brasileiro
    3.6
    1021 avaliações
    Leram1527Lendo69Querem1630Relendo1Abandonos70Resenhas90
    Favoritos47Desejados1630Avaliaram1021

    Após conquistar os leitores em O hipnotista, o detetive Joona Linna está de volta em O pesadelo. Best-seller internacional, o thriller policial de Lars Kepler foi aclamado por público e crítica em dezenas de países. Agora, o autor nos deixa sem fôlego com um novo quebra-cabeça, cujas peças o detetive mais carismático, intuitivo e obstinado da Suécia precisa encaixar. Tudo começa quando a polícia descobre o corpo de uma jovem dentro uma lancha à deriva no arquipélago de Estocolmo. Seus pulmões estão cheios d’água e os médicos legistas afirmam que ela morreu afogada. No entanto, o barco está em perfeito estado e o corpo e as roupas da mulher estão secos. No dia seguinte, um alto funcionário do governo sueco aparece enforcado em seu apartamento. Ele flutua no ar enquanto uma enigmática música de violino ressoa por todo o ambiente. Tudo indica que foi suicídio, mas o salão tem pé-direito alto e não há nenhum móvel em volta no qual ele possa ter subido. Encarregado de desvendar os dois mistérios, o detetive Joona Linna tenta estabelecer um vínculo entre esses acontecimentos que, à primeira vista, não têm relação. Ao descrever o curso vertiginoso de eventos para os quais a lógica é um mero prelúdio, o mais assustador em O pesadelo não são seus crimes horripilantes, mas a psicologia obscura de seus personagens, que mostram como somos todos cegos a nossas próprias motivações.

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    Gleice Couto picture
    Gleice Couto17/02/2013Resenhou um livro
    1 (Ruim)

    Emaranhados de acontecimentos em uma história previsível e pretensiosa

    http://murmuriospessoais.com/?p=6034 *** O Pesadelo é o segundo livro da dupla sueca Alexandra e Alexander Ahndoril, que atendem pelo pseudônimo Lars Kepler. O primeiro, O Hipnotista, se tornou best-seller e teve destaque no meio, sendo vendido para 35 países e a sua adaptação ao cinema está a cargo de Lasse Hallström. Os dois autores, porém, já escreviam antes de se unirem e ganharam até prêmios individualmente. Nesse livro, novamente, temos o detetive Joona Linna envolvido em uma série de assassinatos. O corpo de uma jovem é encontrado em um barco abandonado. O estranho é que há indicações de que morreu afogada, mas suas roupas estão secas. No outro dia, um funcionário importante do governo sueco é encontrado com uma corda no pescoço, amarrada ao lustre. Joona tem certeza de que foi suicídio, apesar de tudo no aposento dizer que tal ato seria impossível. As mortes não parecem ter ligação, mas Joona descobre o ponto em comum entre elas e se vê emaranhado em uma rede de corrupção e tráfico de armas. A leitura de O Pesadelo foi, literalmente, um pesadelo. O que me deixa mais surpresa nem é o fato do livro ser ruim, e sim existir fãs da dupla. Em literatura, algumas coisas são questão de gosto pessoal, né? Mas outras não, gente. Não, não e não. E nada me tira da cabeça que todas as ‘n’ bilhões de pessoas no mundo não deveriam dar tanto crédito para o que Lars Kepler escreveram aqui. E por vários motivos. Vou até numerar para não me perder. 1. Pretensão. Os autores criaram uma história pretensiosa, que quer ser grande e complexa, mas o máximo que conseguiram foi amontar alguns acontecimentos pra lá de esquisitos e sem nexo. É uma trama que quer aparecer, sabe? Como aquele seu colega que adora contar vantagem? Pois é, é isso. A história passa uma falsa impressão de ‘uau!’, mas na verdade não passa de ‘ah, tá’. Acho que os suecos (e o mundo) se empolgaram com o sucesso de Stieg Larsson e aí querem, encontrar em uma esquina qualquer, alguém que tenha 1/5 do talento que o cara tinha. Difícil, né gente? 2. Suspense, cadê você? Então, tô procurando até agora. Acho que ele fugiu de mim. Fui virando as folhas, em busca de intrigas mirabolantes que me levariam a uma curiosidade e tensão enormes. Mas que nada. Fui lendo a história, como se lesse uma receita da Ana Maria Braga. Mas aquela receita cheia de itens, que você sabe que, no final, não vai ser grandes coisas, entende? Os autores nem deixam o leitor saborear o livro. Acontece, explicam. Acontece, explicam. E o que não explicam, você nem sente falta. O elemento surpresa é nulo. E isso nos leva ao terceiro item… 3. Eu sei que você sabe o que ele sabe. Até a página 80, mais ou menos, o brilhante detetive descobriu o que o leitor já sabia há eras! Qual a graça de ler o protagonista descobrindo algo que você já sabe? Gente, não é assim que se faz um romance policial! Vontade de pedir pro mundo parar, que quero descer. Sinceramente, acho que a dupla deveria beber da fonte de alguns autores já consagrados para aprender a fazer o negócio direito. Ou então mudar de gênero, porque, no policial, não tá rolando. 4. Personagens. Quem? O mínimo que espero de um protagonista de romance policial é um cara fodão. Nem precisa ser bonito, mas tem que chegar a conclusões brilhantes; tem que me fazer me apaixonar pelo cérebro dele. Mas aí chega o Joona. Um homem inexpressivo, nada carismático e com deduções óbvias. Ou seja, boring. Chegou ao ponto de eu torcer pro vilão, porque o mocinho não estava fazendo por onde. Até porque o vilão aqui dá a volta em geral e ninguém percebe: polícia, Sapo, o caramba a quatro. Mas, gente, como assim?! Resumindo, O Pesadelo é o tipo de livro difícil de descer. Não funciona como romance policial nem na Suécia, nem aqui, nem em lugar nenhum da galáxia. Os autores podiam aproveitar a sua narrativa, que é simples e razoável, em outro gênero literário que não necessariamente precise do elemento surpresa. Porque, pra escrever policial, falta ainda muito arroz com feijão.

    21 curtidas

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    Avaliações

    3.6 / 1021
    • 5 estrelas20%
    • 4 estrelas34%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas11%
    • 1 estrelas3%
    Lars Kepler profile picture

    Lars Kepler

    Lars Kepler é um pseudônimo usado pelo casal de escritores suecos Alexander Ahndoril e Alexandra Coelho Ahndoril. Ambos os autores com livros publicados anteriormente, juntos eles têm escrito dois romances policiais, ambos relativos à investigação do detetive Joona Linna. <br> <br> Alexander Ahndoril nasceu em Estocolmo, em 1967. Dramaturgo e romancista, publicou o seu primeiro romance, The Director, em 1989 e é considerado um dos jovens escritores de referência na nova literatura sueca. A sua obra conta já com oito romances e quinze peças de teatro.<br> <br> Alexandra Coelho Ahndoril nasceu em 1966. Filha de mãe portuguesa, cresceu em Helsingborg e vive em Estocolmo. Divide o seu tempo entre a escrita, a crítica literária e uma tese sobre Fernando Pessoa. Com o primeiro romance, Castle of Stars, publicado em 2003, obteve o Catapult Prize 2003 para a melhor obra de estreia, conquistando a admiração de milhares de leitores na Suécia. Entretanto, publicou já mais dois romances.

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    167 Seguidores

    Lars Kepler