Etnografia sobre as performances trans nos espetáculos de Fortaleza (CE), a partir de discussões sócio-antropológicas e de estudos queer, perpassados pelas narrativas e trajetórias de relevantes personagens locais da cena trans. -- Teatros, casas de espetáculos, blocos de carnaval, concursos de fantasias e de beleza têm se mostrado como espaços nos quais a construção da visibilidade das homossexualidades e performances de gêneros não heterossexuais de certa forma consegue aparecer como experiência artística, conseguindo cavar brechas na estereotipia necessariamente patológica. E no contexto fortalezense? Como os espetáculos de transformistas, travestis e drag queens construíram seu percurso nessa capital? Como a visibilidade desses performers foi se construindo na cidade? Qual a importância desses espetáculos para a ressemantização ou mesmo explosão dos padrões binários de gênero e sexualidade?