Do Quintal Para o Mundo - O tempo de Djanira Eita menina sapeca! Quanta travessura enriquecendo o tempo de menina a mulher. A menina que "não conseguia compreender as diferenças do mundo". A adolescente que tinha receio de crescer. A mulher que se volta em busca de si mesma, do seu perfume de mundo e de terra. A descoberta dos primeiros livros - o gosto do proibido. Os tempos do internato - quanta repressão! As trelas na igreja - um dia "dormiu tranquilamente, enrolada no manto azul de Nossa Senhora". Outros tempos vieram. As folhas do tempo caíram e lá se vai a menina amassando umas, pulando outras, deixando sua marca em todas. "De que adianta ser criança se a gente cresce?" - indaga a menina. "Matar a saudade não é crime" - constata a mulher. Pena, Djanira, que "a gente anoitece e não amanhece como o sol a cada manhã". Mas você nos despertou para a vida com as suas reminiscências; nos encheu os olhos de orvalho com seu cheiro de mato e de terra. A sua sensibilidade nos trouxe um desejo danado de ser feliz e usufruir sempre da sua literatura e das suas lembranças. Leodila Pontes
Do Quintal Para o Mundo -
Djanira Silva
Edições Edificantes
2006
84 páginas
2h 48m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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