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    Sade, Fourier, Loyola -

    Roland Barthes

    WMF Martins Fontes
    2005
    232 páginas
    7h 44m
    ISBN-10: 8533620780
    Português Brasileiro
    3.5
    8 avaliações
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    Não foi por gosto pela provocação que se pensou em reunir, num mesmo livro, Sade, Fourier e Inácio de Loyola, o escritor maldito, o filósofo utopista e o santo jesuíta. É porque os três foram classificadores, fundadores de línguas - a língua do prazer erótico, a língua da felicidade social, a língua da interpelação divina. Cada um deles pôs, na construção dessa segunda língua, toda a energia de uma paixão. O objetivo deste livro não é voltar às propostas de conteúdo com que são habitualmente creditados os três autores, isto é, uma filosofia do Mal, um Socialismo utópico, uma mística da obediência, mas considerar Sade, Fourier e Loyola como formuladores, inventores de escritura, operadores de texto.

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    Roland Barthes

    Roland Barthes foi múltiplo. Intelectual, escritor, professor, pintor amador, não apenas transitou entre diferentes correntes do pensamento como também as forjou. Foi da crítica ideológica de inspiração marxista à semiologia dura, da teoria do texto a partir das sensações ao estudo da fotografia. Seus objetos de interesse eram inusitados: dos romances de Balzac aos tecidos de organza, do sabão em pó ao haicai. Não é à toa que sua obra influenciou — e continua a fazê-lo — a filosofia, a antropologia, os estudos literários, a linguística, a teoria da comunicação e as artes visuais e performáticas. Formado em Letras Clássicas em 1939 e Gramática e Filosofia em 1943 na Universidade de Paris, fez parte da escola estruturalista, influenciado pelo lingüista Ferdinand de Saussure. Crítico dos conceitos teóricos complexos que circularam dentro dos centros educativos franceses nos anos 50. Entre 1952 e 1959 trabalhou no Centre national de la recherche scientifique - CNRS. Barthes usou a análise semiótica em revistas e propagandas, destacando seu conteúdo político. Dividia o processo de significação em dois momentos: denotativo e conotativo. Resumida e essencialmente, o primeiro tratava da percepção simples, superficial; e o segundo continha as mitologias, como chamava os sistemas de códigos que nos são transmitidos e são adotados como padrões. Segundo ele, esses conjuntos ideológicos eram às vezes absorvidos despercebidamente, o que possibilitava e tornava viável o uso de veículos de comunicação para a persuasão. Foi diretor de estudos da "Escola de Altos Estudos e Ciências Sociais" e professor do Collège de France é um dos principais animadores do pós-estruturalismo e da semiologia linguística e fotográfica na França.

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    Normandia, França

    Roland Barthes