Morte na Mesopotâmia -

    Agatha Christie

    Nova Fronteira
    1986
    220 páginas
    7h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Poirot, de visita a uma escavação arqueológica na Mesopotâmia, une forças com a enfermeira Amy Leatheran, que tinha sido contratada para tomar conta de uma mulher paranóica que acredita, e possivelmente com razão, que alguém está a tentar assassiná-la.

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    Pedro Henrique De Oliveira picture
    Pedro Henrique De Oliveira18/08/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Resenha de Morte na Mesopotâmia

    Segundo seu conceito, arqueologia é a ciência a qual estuda os vestígios da presença humana, desde o passado até o agora, com o intuito de compreender mais sobre sua cultura. Portanto, não é de se impressionar que boa parte de suas investigações encontram-se na área mesopotâmica, terra localizada entre os famosos rios Eufrates e Tigre, esses, cooperadores para a criação das primeiras civilizações orientais, como, por exemplo, o Egito. Nesse contexto, em Morte na Mesopotâmia, temos a narrativa de Amy Leatheran, enfermeira a qual, enquanto trabalhava com uma paciente durante uma expedição arqueológica na região do Iraque, teve de lidar com um inesperado assassinato. Escrito por Agatha Christie, uma das mais vendidas autoras do século XX, o livro trata-se de mais um de seus famosos contos de investigação os quais oferecem um desafio ao “sucessor” de Sherlock Holmes, estamos falando do homem de aparência simples, Hercule Poirot. Dito isso, a obra é narrada a partir da protagonista, Amy, a qual, a partir de um relatório feito após todo o acontecido, conta, nos pormenores e de forma astuta, os melindres do ocorrido em Tell Yarimjah. Com um desenvolvimento lúcido e carismático, o livro agrada desde as primeiras páginas em sua falta de pressa em colocar uma tensão desnecessária. É nos pormenores e de forma sucinta que a escritora começa a colocar as questões à mesa. Dessa forma, um pouco diferente de outras obras de mesmo tema, o crime e até mesmo o investigador (Poirot), de certa forma, só entram em cena após uma devida e bem formulada contextualização do ambiente. Essa característica traz uma boa sensação de naturalidade e é realçada com os ótimos personagens, como Amy ( que é extremamente cativante), Dr. Reilly e os Leidner os quais nos ajudam a ter uma imersão realmente agradável e descontraída, um balanceamento incrível, entre uma tensão a qual cresce enquanto conhecemos cada sujeito sem, ao mesmo tempo, cair em exageros. Morte na Mesopotâmia, primeiramente publicado em 1936, consegue, até os dias hoje, chamar a atenção por sua fluidez, bons personagens, uma ambientação encantadora e desafiante, um ótimo livro para os entusiastas do gênero investigativo. Siga-me no Instagram: @aprendilendo_ Acesse: aprendilendo.com.br

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