A poesia de Afonso reinventa a infância que há pouco o deixou. Busca no poema o lenitivo da separação da matriz que o nutriu pela veste desconfortável de adulto. Com esse manancial desliza o verso ao mais recôndito do ser humano onde não encontra Deus, mas hulha e ouro, rima e forma, ideia e sonho, a metáfora com a qual brinca, fazendo-a dançar e dar cambalhotas, sem descurar a essência que existe em cada um de nós. Então tece seu poema com o mais fino tecido, que é feito de amor e de verdade, de sonho e a realidade, costurando verso com verso nas madrugadas de sábado, até galvanizar o ser humano na Poesia de Domingo.
