Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas3
    • Leitores44
    • Similares0
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Introdução a Confúcio -

    Richard Wilhelm

    Contraponto
    2011
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-13: 9788578660390
    Português Brasileiro
    4
    10 avaliações
    Leram15Lendo1Querem28Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados28Avaliaram10

    Confúcio viveu há 2.500 anos. Só exerceu funções subalternas e teve poucos discípulos. Sua biografia é obscura. Seus textos se perderam. Mesmo assim, tornou-se um personagem histórico de primeira grandeza. Os chineses o consideram o sábio nacional mais relevante e reconhecem nele um mestre para dez mil gerações. Fundou um projeto civilizatório ao defender um ideal de perfeição moral que se obtém pela prática de virtudes humanas. Não propôs nenhum tipo de experiência religiosa nem falou em mistérios de outro mundo. Para ele, o que está oculto e precisa ser desvelado é justamente o que perpassa tudo, o que não cessa de se expor, o que se desdobra da maneira mais ampla. É onipresente e invisível, pois não se esgota em nenhuma das suas manifestações. Ao contrário da ciência ocidental, seu pensamento não pretende conhecer objetos e estabelecer uma incontroversa verdade sobre cada um deles. Ao destacar o fundo de imanência que torna tudo possível, busca encontrar os caminhos da harmonia. Reconhece que a realidade se nos apresenta na forma de opostos, pois, quando nasce algo, o seu oposto simultaneamente se cria. Mas diz que o contraste é relativo. Nenhum dos lados pode vencer completamente, pois o momento da vitória é também o momento da mudança. As condições antagônicas se reconciliam pela sucessão, cada qual se transformando na outra. Não devemos nos prender a um dos polos e atribuir ao outro uma posição completamente negativa. Uma atitude inflexível induz a atitude oposta, perpetuando o confronto e dificultando o fluxo das mutações. Precisamos encontrar a posição correta, aquela que nos permite vivenciar os contrastes no tempo, o grande produtor de regulação. A herança confuciana marcou profundamente a civilização chinesa, na qual a obrigação moral é a base da ordem social. Este volume reúne três textos: uma visão geral do confucionismo, escrita por Richard Wilhelm, o maior sinólogo alemão, tradutor do I Ching [Livro das mutações] para línguas ocidentais; a biografia clássica de Confúcio, escrita por Sima Qian (ca. 145-85 a.C.), astrônomo, matemático e maior historiador chinês da Antiguidade; e um dos quatro livros canônicos do confucionismo, o Chung Yung [A conduta da vida], cuja autoria é atribuída a K´ung Chi, neto de Confúcio. O volume abre a série de introduções que a Contraponto apresentará sobre os grandes pensadores de todas as épocas. César Benjamin Governa por meio de decretos, disciplina por meio de castigos, e o povo usará subterfúgios e não terá consciência. Guia-o pela virtude e pela moral, e ele terá consciência e alcançará o bem. Analectos, II, 3 Desde o supremo governante até o homem mais humilde, a base fundamental é igual para todos: o aperfeiçoamento de si mesmo. O grande estudo, VI As forças menores fluem por toda parte, como correntes de rios, ao passo que as grandes forças da Criação movem-se em silêncio, mas constantemente. A conduta da vida, XXIX

    Resenhas (3)Ver mais
    Douglas Domingues picture
    Douglas Domingues10/04/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Três em um

    Um livro com três livros: Introduz a Confúcio com uma exposição de obras atribuídas a ele; com uma clássica biografia; e com um livro dum seu discípulo. A primeira parte do livro é, em sentido estrito, a introdução a Confúcio, pois expõe os livros de Confúcio, de seus discípulos e alguns excertos de suas obras. Dentre as doutrinas explicadas, também me chamaram a atenção a importância dada aos nomes das coisas, a ideia de caridade (jen) e a distinção entre o homem superior, o sábio, e o inferior, o vulgar, o comum. Ao contrário dos estoicos, tão populares hoje em dia, o homem moral não é uma pessoa desprovida de paixões, mas cujas paixões estão perfeitamente ordenadas nela. O homem moral é o homem adaptado a todas as circunstâncias, que vive a riqueza e a pobreza, a saúde e a doença, a alegria e a tristeza. Como Erasmo de Rotterdam disse de Sto. Thomas More, é o homem para todas as estações. O início da biografia de Sima Qian, a segunda parte do livro, é um pouco truncada. Ela é na verdade uma coleção de anedotas de Confúcio organizadas em ordem mais ou menos cronológica. Nesse sentido, é um pouco difícil de entender a biografia de Confúcio sem conhecer as pessoas e papéis que seus conterrâneos tinham, mas a biografia do Sima Qian tem algumas anedotas interessantes, a minha favorita é o encontro de Confúcio com Lao-Tsé Lá pelo meio, porém, é interessante ver como o relato dos eventos vão elucidando a personalidade de Confúcio, um homem que ri, se irrita, é irônico, sente saudades do seu lar, quer deixar um legado e dá grande liberdade de crítica para alguns de seus discípulos. Por isso, longe de ser retratado como um homem perfeito, tem também seus defeitos e isso torna a biografia de Sima Qian notável, pois, embora escrita bem depois da vida de Confúcio e baseada em relatos orais e escritos, não atenua seus traços, mas os expõe com uma franqueza difícil de se perceber num primeiro momento, mas que vão revelando uma pessoa de carne e osso, ao contrário das biografias de Plutarco, cuja finalidade edificante sacrifica a história em favor do exemplo. Concluindo a vida de Confúcio, Sima Qian continua a nos revelar essa personalidade multifacetada, dum homem que passou 14 anos em exílio de sua terra, convivendo com senhores feudais que ora o consultavam, ora o perseguiam, ora o desprezavam. A última parte da obra, "A Conduta de Vida", é um texto complexo e cuja tradução para o português certamente o torna tanto mais hermético e difícil dum original já bastante profundo. Muito do que foi introduzido nas partes anteriores será repetido, o que facilita um pouco. Esse livro é um dos quatro clássicos do confucionismo, de modo que, já tendo lido alguns trechos, com esse, o leitor já poderá dizer que leu uma das obras-chave para o pensamento do mestre chinês. Enfim, o leitor perseverante terminará a leitura certo de que o livro faz jus ao nome, é de fato uma introdução num dos pensamentos mais cativantes da história. Recomendo para quem não tiver nenhum conhecimento sobre o filósofo, desde que saiba que terá dificuldades naturais pela distância temporal e cultural com Confúcio. Para quem já tiver alguma noção do pensamento chinês, mas não tanto de Confúcio, o livro também serve o seu papel.

    4 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 10
    • 5 estrelas40%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas10%
    • 1 estrelas0%
    Richard Wilhelm profile picture

    Richard Wilhelm

    Foi um sinólogo, teólogo e missionário alemão. Ele é lembrado principalmente por suas traduções de trabalhos filosóficos do chinês para o alemão que, por sua vez, foram traduzidas para outras línguas, incluindo o inglês e o português. Sua tradução do I Ching ainda é considerada uma das melhores, assim como sua tradução de O Segredo da Flor de Ouro; ambas foram publicadas com introduções do psicólogo suíço Carl Jung, amigo pessoal de Wilhelm.

    11 Livros
    3 Seguidores
    Baden-Württemberg, Alemanha

    Richard Wilhelm