Cada dia, cada hora -

    Nataša Dragnic

    Record
    2012
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788501095190
    Português Brasileiro

    Best seller na Europa, Cada dia, cada hora narra os encontros e desencontros de Dora e Luka, cuja história é marcada por acontecimentos que abalaram a Europa. Eles cresceram juntos em Makarska, uma pequena cidade costeira da Croácia. Juntos, os melhores amigos dividiram as alegrias da infância, até Dora se mudar com a família para a França. Muitos anos depois, os dois, agora adultos, reencontram-se e vivem um amor digno dos versos de Pablo Neruda. Mas o casal é obrigado a se separar, e serão necessárias décadas até que Dora e Luka possam experimentar plenamente a paixão para a qual estavam destinados.

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    César Domingues30/03/2025Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Neymar cai, Luka desmaia

    O livro conta a história de Luka e Dora, moradores de Makarska, no interior da Croácia, que se conhecem no jardim de infância e se apaixonam perdidamente, tornando-se inseparáveis. Até que a família de Dora se muda para Paris, de modo que ela e Luka são obrigados a se separarem. Alguns anos depois, durante uma exposição na capital francesa, Luka, que agora é um pintor promissor, reencontra Dora, que está iniciando sua carreira de atriz. Embora se sintam bastante empolgados com a reaproximação, logo o fato de ambos terem tomado rumos e escolhas diferentes na vida começa a ameaçar a possibilidade de ficarem juntos novamente. Cada dia, cada hora possui uma premissa já conhecida e batida de tantos romances anteriores, porém isso não é o que faz do livro uma obra bem mediana. Os personagens são irritantes, tem atitudes egoístas, o romance parece mais uma obsessão mútua do que qualquer coisa, já que Dora e Luka são tão frustrados e infelizes juntos quanto separados, e terceirizam a responsabilidade de seus atos, escolhas e infortúnios pra qualquer um que não sejam eles próprios. Não bastasse isso, os protagonistas parecem sofrer da síndrome de Benjamin Button, já que agem como adultos quando crianças, e como crianças quando adultos. A escrita, tampouco, convence, já que a autora recorre com frequência a metáforas vazias para descrever sentimentos e situações, tornando tudo pedante e pretensioso. Perto da reta final, a trama tem um plot twist inesperado, que a torna brevemente interessante, mas logo é engolida novamente pelo andar em círculos dos protagonistas.

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