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    Flor de Sangue -

    Valentim Magalhães

    Três
    1973
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.2
    18 avaliações
    Leram28Lendo0Querem14Relendo0Abandonos0Resenhas3
    Favoritos1Desejados14Avaliaram18

    "Julguei conveniente, a bem da retidão do julgamento desta obra, precedê-la de algumas sinceras e curtas explicações. Há 20 anos que escrevo para o público e mesmo, a rigor; há mais tempo ainda, pois na idade de 15 anos já eu publicava em jornais de província linhas de prosa e de verso, que só a meninice do autor tornava suportáveis à paciência benévola dos leitores. Nesses quatro lustros de atividade mental tenho feito um pouco de tudo - versos, folhetins, contos, panfletos, critica, biografia, artigos de todo gênero, teatro, que sei eu? E tenho construído com parte desses materiais para mais de uma dúzia de livros."

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    Darlene Regina Faria picture
    Darlene Regina Faria15/07/2022Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Antonio Valentim da Costa Magalhães foi um autor brasileiro nascido em 1859 e falecido em 1903 no Rio de Janeiro. Formou-se em direito em 1881, mas jamais abandonou as letras, escrevendo romances, poesias, contos, teatro, além de colaborar em jornais. O romance “Flor de Sangue”, publicado em 1897, traça a história de Fernando, de sua esposa Corina e de seu melhor amigo, o médico Paulino. Ao descortinar para o leitor nuances de uma época tão distante abre-se espaço para a imaginação, mas também para conclusões precipitadas – mais de uma vez o autor dá a entender que a mulher é moralmente mais frágil e menos capaz que o homem – Infelizmente tal era a idéia daquela época. O romance trata do triangulo amoroso: Paulino não é apenas o melhor amigo de Fernando – É seu protegido, quase um filho, tanto que, após terminar a temporada de estudos na Europa, vai residir com Fernando e Corina. Ele se apaixona por Corina, fazendo de tudo para resistir a esse sentimento. Corina, por sua vez, influenciada por sua amiga Santinha, bem como devido à educação pouco sólida que recebera de sua madrinha Chiquita Peres, que a criou, faz de tudo para conseguir conquistar Paulino. Uma vez satisfeita, ela recusa a proposta do amante de fugirem. Tal recusa faz com que Paulino perceba que ela jamais o amou. Do desenlace nefasto deste arranjo, decorrem outras conseqüências. Não é um livro que faça por onde surpreender o leitor, mas ao mesmo tempo vale a leitura – Sua estrutura é bem escrita, agradável e o vocabulário rebuscado encanta os apreciadores de uma boa leitura. Ademais, é um livro curto, de apenas 200 páginas. Para quem gosta de ler em PDF, já está em domínio público:

    2 curtidas

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    Avaliações

    3.2 / 18
    • 5 estrelas17%
    • 4 estrelas22%
    • 3 estrelas28%
    • 2 estrelas33%
    • 1 estrelas0%
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    Valentim Magalhães

    Valentim Magalhães (Antônio Valentim da Costa Magalhães), jornalista, contista, romancista e poeta, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 16 de janeiro de 1859 e faleceu, na mesma cidade, em 17 de maio de 1903. Era filho de Antônio Valentim da Costa Magalhães e de Maria Custódia Alves Meira. Foi estudar Direito em São Paulo, e aí teve início sua vida agitada de escritor, boêmio e jornalista. Colega de Silva Jardim, Raimundo Correia, Raul Pompeia, Luís Murat e Luís Gama, cedo começou a escrever poesia. Publicou seu primeiro livro, Cantos e lutas, ainda em São Paulo. De volta ao Rio, já formado, ingressou no jornalismo. Dirigiu A Semana, que se tornou o baluarte literário dos jovens de então. Além de literatura, esse periódico fazia propaganda da Abolição e da República. Quase todos os que, mais tarde, teriam algum papel nas letras brasileiras - e que então começavam - colaboraram em A Semana. Dedicando-se à poesia, ao conto, à crônica, ao romance, ao teatro, o que Valentim Magalhães fez, de fato, foi divulgar os novos pelo país. Muito atacado, e muito defendido também, participou de inúmeras polêmicas, o que, em geral, prejudicou sua própria produção literária, no desejo de defender os outros. Instituiu, em A Semana, uma “Galeria de Elogio Mútuo”, em que amigos íntimos escreviam uns sobre os outros. A Biblioteca da Academia iniciou o seu acervo com a doação, em janeiro de 1897, por Valentim Magalhães, de um exemplar do seu romance Flor de sangue, que José Veríssimo qualificou, não sem razão, de literatura apressada. Cem anos depois, essa obra só é lembrada pela circunstância de ter sido o marco inicial da Biblioteca da Academia. Bibliografia: - Cantos e lutas, 1877. - Quadros e contos, 1882. - Vinte contos e fantasias, 1888. - Inácia do Couto, 1889. - Escritores e escritos, 1894. - Bric-à-brac, 1896. - Flor de sangue, 1897. - Alma, 1899. - Rimário, 1899. Fonte: https://www.academia.org.br/academicos/valentim-magalhaes/biografia

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    RJ, Brasil

    Valentim Magalhães