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    On s'habitue aux fins du monde -

    Martin Page

    J'ai lu
    2005
    255 páginas
    8h 30m
    ISBN-13: 9782290353295
    Português Brasileiro
    3.8
    173 avaliações
    Leram259Lendo14Querem328Relendo2Abandonos13Resenhas8
    Favoritos0Desejados328Avaliaram173

    Martin Page a la réputation d’être un fin satiriste et de savoir toucher là où ça fait mal pour parler de son époque… À la lecture de ce livre plein de rire et de désarroi, disons simplement que sa réputation n’est pas usurpée. Nous suivrons ici les tribulations tragi-comiques d’un certain Elias, un producteur de films dont la vie se délite de manière inquiétante. Il y a bien sûr le vide de la société du Spectacle dans laquelle il lui faut bien évoluer. Il y aussi et surtout la difficulté à supporter les demi-folles qui gravitent autour de lui, comme Clarisse et Zoé. Le drame de cet homme ? Comprendre que cette vie est inadmissible et larguer les amarres un soir où pourtant il se voit décerner un prix pour récompenser son travail… Entre l’échec du marivaudage amoureux et le refus de frayer dans les eaux poisseuses de l’industrie cinématographique, comment donner un sens à sa vie ? Comment meubler le vide pour ne pas succomber chaque jour à une nouvelle fin du monde ? Car si le pire était moins la fin du monde elle-même que l’aptitude de certains à l’encaisser, jusqu’au vertige, jusqu’au suicide le plus quotidien ? Telle est la question que l’on se posera volontiers en suivant le parcours d’Elias, pur produit de la misère contemporaine, pur produit de la famine des cœurs… Un panorama tragi-comique des mœurs et des amours d’aujourd’hui en même temps que le portrait très réussi d’une victime de la civilisation de l’image. Un livre, surtout, où l’on ne s’ennuie pas une seconde.

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    Aline T.K.M. picture
    Aline T.K.M.01/07/2013Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Excentricidade saborosa em mais uma excelente narrativa de Page

    Em A gente se acostuma com o fim do mundo, Martin Page nos deleita com mais um de seus protagonistas problemáticos. Elias é um outsider que se vê embrenhado em uma existência errante. Passa a questionar o que sentiu e viveu com Clarisse (enquanto sofre com sua ausência), e não sabe bem o que busca nem o que está acontecendo com sua vida. Até a percepção de seu ambiente de trabalho é alterada tamanho o deslocamento repentino do personagem; o que antes era um local aconchegante e familiar tornou-se repleto de estranhezas e desconfortos. Elias tampouco sabe explicar o porquê do medo e da vulnerabilidade que o dominam perante a suicida Margot outra outsider dona de bloqueios e problemas cabeludos, e que tem uma forte ligação com Paris. A superficialidade há muito havia tomado conta de inúmeros aspectos da vida do protagonista. Como se estar no raso lhe trouxesse mais segurança, ou menos problemas. Seus dias haviam se convertido em um imenso hábito; conformava-se com banalidades e, igualmente, com as piores tragédias. O sofrimento e a crença de que Clarisse precisasse de seus cuidados (devido aos problemas com o álcool) faziam com que Elias tivesse um conceito distorcido de amor. Diante da passividade do protagonista, Page não só lhe dá uns tapas nos setores sentimental e profissional de sua vida, como também se vê obrigado a lhe dar uma verdadeira surra no plano físico é, Elias precisou apanhar feio para começar a tomar novos rumos. O autor também faz questão de mostrar que até nas amizades o já ferrado personagem precisa ultrapassar a superficialidade que pontua o convívio social. A gente se acostuma com o fim do mundo é um pequeno universo de amargura e pessimismo, ainda assim formidável e acrescido do sarcasmo que acompanha as histórias de Martin Page. É um universo de seres desgastados, esfolados por suas existências medíocres. Perdem o rumo quando confrontados com a felicidade, sentimento que embora ainda lhes seja estranho, sempre acaba por bater à porta. Só lhes resta reconhecê-la e deixá-la entrar. LEIA PORQUE... A narrativa passeia por um verdadeiro festival de sabores: é deliciosamente ácida, com doses de amargura e temperada com o sal da angústia; ainda assim, tem lá seus momentos de doçura. DA EXPERIÊNCIA... Ler Martin Page me obriga a colecionar quotes de forma incansável durante toda a leitura. Os personagens, utilizando-se da voz do narrador, compartilham suas reflexões com quem os lê, o que resulta em tiradas geniais e frases de efeito mesmo que muitas estejam ligeiramente na contramão do que a maioria classificaria como genial. FEZ PENSAR EM... Mais importante que saber o que Clarisse (e qualquer outra pessoa) foi, é fundamental reconhecer tudo aquilo que ela não foi.

    6 curtidas

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    3.8 / 173
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas25%
    • 3 estrelas35%
    • 2 estrelas7%
    • 1 estrelas3%