Acabo de reler Fim de Caso do autor Graham Greene e decidi ler outro livro seu publicado aqui no Brasil na mesma época.
E em Expresso do Oriente, volto a sua escrita familiar que me cativou em fim de caso com sua oratória morosa, descortinando os acontecimentos, desnudando os personagens com cuidado, me envolvendo aos poucos e mais uma vez me vi enlaçada em sua trama.
O livro segue passageiros distintos do trem que vai de Paris a Constantinopla (hoje Istambul), um comerciante judeu, uma jornalista alcoólatra, um ladrão, uma manteúda, uma dançarina, um médico comunista fugitivo... todos vão mostrando aos poucos seu destino, suas preocupações e os motivos de estarem a bordo.
A história me prendeu até 60%, para depois não ir aos lugares que havia prometido até então. Terminei o livro com uma sensação de algo faltando, despertou a curiosidade no início, mas perdeu completamente o sentido que vinha sendo construído.
Gosto da escrita do autor e isso me fez sentir que leitura merecia um desenvolvimento melhor do que teve apósa metade do livro.
Foi um livro mediano, mas pelo menos não senti que perdi completamente meu tempo.
Não recomendo para qualquer um, talvez para os fãs do autor.