Sul do Brasil, 1810 Prisciliana é a filha de um senhor de engenho, e vive sua vida pacata cercada pelos familiares e escravos que são propriedade de seu pai. Envolvida pelas doces palavras de um vizinho, ela não imagina que o destino lhe preparara não apenas uma decepção, mas também uma surpresa maravilhosa. Miguel, o jovem lisboeta, é quem leva Prisciliana a desejar o amor, e depois, descobri-lo em outro homem. O Sr. Francisco, cruel feitor de escravos, surge na vida de ambos, e sem saber, Prisciliana passa a debater-se em dúvidas. Pois tanto quanto a repulsa, Francisco também lhe provoca estranhos sentimentos, pensamentos e desejos. Qual desses homens trará a verdadeira felicidade para o coração apático e sofrido de Prisciliana? Ela poderia entregar-se de corpo e alma a Miguel? Ou teria o maligno Francisco algum tipo de magia em seu poder, para fazê-la pensar nele de maneira tão obsessiva? LINK de venda: http://www.clubedeautores.com.br/book/39620--Escravos_da_Paixao
Escravos da Paixão -
Jossi Borges
O Amor é Força Transformadora.
Um romance de época retratado no início do século XIX, tendo como cenário o interior do Brasil colonial, ainda pouco civilizado e escravista. Prisciliana Taques é uma moça típica da época, única filha de um rico senhor de engenho escravocrata. Por sua bondade, é contra as crueldades infligidas aos negros, colocando-se numa situação complicada ao invadir a senzala a fim de socorrer Crispin, escravo e irmão de sua fiel mucama, que estava sendo severamente castigado pelo feitor Francisco, braço direito de Horácio Taques. O pai, para controlar a rebeldia da filha, a obriga a se casar com o filho do Marquês de Suassuna, seu vizinho, porém Prisciliana se pensa apaixonada pelo primo pobre do Marquês, o português boa-pinta Miguel. Escravos da Paixão é uma história que engana pelas aparências e mostra vilões e mocinhos atípicos, sofrendo uma reviravolta pela metade do livro. A começar pelo galanteador Miguel, terminado com o obscuro e cruel feitor de engenho sr. Francisco. Há drama, ação, romance e cenas 'hot' devidamente dosadas em medidas certas e nada excessivas. Meu achismo: Bem, eu achei a trama perfeita e os personagens perfeitos, todos agindo de acordo com as personalidades determinadas. O drama vivido pelo Sr Francisco ficou de acordo com a personalidade dele, foi algo visceral porém devidamente controlada. A Prisciliana é uma personagem apaixonante. O pai dela fez bem o típico homem da época que, na frieza da boca-pra-fora prefere a morte à desonra, mas no momento da morte desabrocha sua humanidade. Até mesmo Crispim, que tão pouco apareceu, se mostrou um personagem profundo. E, nem de longe, a história é sombria. Infelizmente, a História do nosso país é trevosa por natureza e o escravismo, exercido aqui com mta brutalidade, é uma chaga que carregaremos ainda por muitos séculos, pois ainda pagamos por aquilo que foi feito... afinal, hoje ainda não somos escravos? Ainda não recebemos as chibatas no couro e vira-e-mexe somos mandados ao pelourinho? A diferença é que muitos de nós não somos mais aflingidos na carne, mas moralmente, o que costuma ser muito pior, pois leva mais tempo para cicatrizar e, em certos casos, nem a morte cura. Portanto, ao meu ver, a trama trata sim de amor, de liberdade, de sonhos, de esperanças, mesmo que esses sonhos e esperanças sejam alicerçadas sobre uma tragédia, uma tristeza, afinal, a vida é trágica e nada nem ninguém tem um final feliz.
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