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    Marx, Engels, Lenin - a história em processo

    Florestan Fernandes

    Expressão Popular
    2012
    272 páginas
    9h 4m
    ISBN-13: 9788577432035
    Português Brasileiro
    4.3
    55 avaliações
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    Os dois textos reunidos nesse oportuno, e desde já, indispensável livro evidenciam o inteiro domínio de Florestan Fernandes no trato das obras seminais daqueles clássicos e explicitam sua opção de classe e seu compromisso político com “os de baixo”. O leitor verá aqui preciosas análises teóricas sobre decisivos componentes históricos de ruptura societária nos quais concorrem temas próprios ao processo revolucionário: a consciência de classe, a relação vanguarda (partido)/massa, a questão da transição e a problemática do sujeito da revolução proletária. Encontrará também brilhantes reflexões que dão conta de eventos revolucionários tratados como história em (permanente) processo, apreendida como realidade concreta, “como totalidade histórica na qual se fundem o que parece ser superficial e o que é tido como profundo”. Tanto o texto sobre Marx-Engels quanto o ensaio sobre Lenin são atualíssimos e extremamente úteis àqueles que buscam se aprofundar no conhecimento da obra desses clássicos. Os escritos de Florestan Fernandes coligidos neste volume são uma preciosa arma para a crítica teórica que fará todo o sentido para estudantes, pesquisadores e militantes sociais se eles atribuírem à leitura o que mais desejariam Marx, Engels, Lenin e Florestan: a translação do pensamento para a ação política revolucionária.

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    Doney Corteletti Stinguel23/03/2020Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Lista de Livros: Marx, Engels, Lenin: a história em processo, de Florestan Fernandes

    Parte I: “A descrição histórica praticada por Marx era despojada, sincera, direta, em cima dos fatos, mas pegava-os através de seu caráter essencial no encadeamento que os ligava entre si em termos de relações de sucessão. A descrição histórica marxista combina, magistralmente, a consciência histórica concreta dos fatos (através de agentes privilegiados das várias classes e frações de classes), o seu desmascaramento por uma análise raramente explicitada e o curso histórico límpido, que o investigador pode introduzir porque considera ocorrências e processos históricos ex eventu. O que quer dizer que Marx explora três planos simultâneos de observação da realidade (e, por vezes, deixa-os evidentes na exposição). O que apresenta, como “produto final”, não é uma reconstrução histórica que reproduza “fielmente” a realidade no plano empírico. Por encarar o concreto como totalidade, a reconstrução histórica é um passo preliminar, uma técnica ou processo de trabalho, que o investigador não pode evitar. Os elementos essenciais do quadro histórico total são retirados daí (ou por esse meio) e submetidos a uma representação sinótica. Contudo, a exposição só é atingida depois de concluído outro levantamento mais importante: a determinação das várias séries ou cadeias de fatos essenciais, relacionados entre si por conexões causais conhecidas e comprovadas (relações de causa e efeito interdependentes e em ação recíproca). Esta etapa da observação (de análise e de interpretação) era a que recebia maior cuidado da parte de Marx.” * Mais em: https://listadelivros-doney.blogspot.com/2020/01/marx-engels-lenin-historia-em-processo.html XXXXXXXXXXXXXXXX Parte II: “Na natureza operam fatores inconscientes e cegos. Na história da sociedade, ao revés, prevalece o fim consciente, refletido e desejado. Homens dotados de consciência, agindo com reflexão ou paixão e visando a fins determinados. No entanto, como na ciência da natureza, cabe ao investigador da história da sociedade submeter à observação as relações reais e descobrir as leis gerais do desenvolvimento da sociedade. Na aparência, a vida em sociedade é um caos, como se a indeterminação imperasse sobre as ações e as relações sociais dos indivíduos. Na realidade, o desenvolvimento da sociedade é regulado por leis gerais internas, o que quer dizer que a sociedade, como a natureza, está submetida à determinação. O acaso reina na superfície. Acima dos motivos pessoais e ideais, que aparentemente dirigem as ações dos homens e sua história, ficam as causas históricas, mais ou menos ocultas e mais ou menos inconscientes, que se transformam naqueles motivos no cérebro dos homens que agem. Por conseguinte, as “forças motrizes” da história refletem dois tipos de componentes dinâmicos. Os motivos pessoais e ideais, que parecem ser decisivos, apenas possuem uma importância secundária para o resultado final, qualquer que seja a importância deles para o estudo histórico. As causas materiais, que se ocultam por trás daqueles motivos, é que são verdadeiramente forças determinantes e permitem explicar, através das ações e das relações dos homens entre si, os acontecimentos e o curso dos processos históricos.” * Mais do blog Lista de Livros em:

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    Florestan Fernandes

    Florestan Fernandes foi um sociólogo e político brasileiro. Patrono da sociologia brasileira sob a lei nº 11.325, também foi deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores (PT), tendo participado da Assembleia Nacional Constituinte. Recebeu o Prêmio Jabuti em 1964, pelo livro Corpo e Alma do Brasil e foi agraciado postumamente em 1996 com o Prêmio Anísio Teixeira.

    38 Livros
    113 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Florestan Fernandes