Eneida -

    Virgílio

    Círculo do Livro
    1995
    286 páginas
    9h 32m
    ISBN-14: 978-8533207349
    Português Brasileiro

    "A 'Eneida' pode ser vista de ângulos diferentes. De um lado, é um monumento artístico, um poema composto para responder ao sentido da poesia, para provocar no contemplador o sentimento estético, a emoção decorrente da contemplação do Belo. De outro, é uma obra arquitetônica, construída com uma técnica e um esmero só compreendidos por iniciados. De outro, ainda, é um repositório de saberes, um arquivo de conhecimentos, muitos dos quais passam despercebidos a quem enfrenta o texto pela primeira vez. E pela segunda, terceira...E é, sem dúvida, o documento de uma época, a exaltação de uma cidade - Roma, a celebração de um povo - o romano, a comprovação de que é possível erigir um mundo tendo-se nas mãos uma tábua encerada e um estilo de metal. [...] É difícil dizer qual a mensagem mais importante. Deixemos essa escolha por conta do leitor." Zélia de Almeida Cardoso entrevistada por Eleuda de Carvalho, do "Vida & Arte", coluna de O Povo - Jornal do Ceará, ao dizer qual a mensagem mais importante da Eneida em sua opinião.

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    Clio picture
    Clio01/03/2024Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Eneida, a obra que se tornou o expoente na campanha romana para reescrever sua própria história. Quando Roma atingiu um determinado grau de civilização, vários momentos e características culturais foram reescritas para melhor caber na narrativa de que essa nova sociedade era a herdeira natural dos Gregos e de todo o seu processo evolutivo. Dessa campanha, Virgílio é atualmente um dos resultados mais famosos de tal empreitada; o poema épico de clara influência da Ilíada e Odisseia apresenta em sua primeira parte a fuga de Eneias da condenada Troia e, em sua segunda parte, a guerra pela pensínsula itálica que assume os moldes de herois ajudados ou combatidos pelos deuses. Os versos primam pela melancolia própria da situação de refúgio que os sobreviventes suportam e mesmo os erros de Enéias parecem mais o resultado do desespero do que da húbris grego-troiana. É uma ótima leitura tanto para estudantes do período histórico quanto da literatura, porém pode ser um tanto cansativo para o leitor inexperiente pela alta quantidade de referências típicas desse período.

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