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    Dez Anos -

    Gustavo Corção

    Agir
    1957
    260 páginas
    8h 40m
    ISBN-9: 395485958
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
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    Resenhas (1)Ver mais
    Hérico picture
    Hérico05/11/2013Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    O que nos diz os dez anos de crônicas de Corção.

    Mais do que mostrar o que pensa, Gustavo Corção demonstra quem é nessas crônicas publicadas entre os anos de 1946 a 1956: das crônicas que relatam as suas relações com outras figuras da época, como é o exemplo de “Encontros com Osvald de Adrande”, observamos o quão caridoso nas amizades, no mais autêntico sentido dessa palavra, ele era (ao ponto de Nelson Rodrigues sentenciar “Tudo em Corção é amor” e de Ariano Suassuna dizer que tinha uma relação paternal com Corção); um ardoroso crítico que não receava em criticar os poderosos, como na crônica repudiando a nomeação de chateaubriand à ABL; um homem extremamente erudito que sabia conhecer os verdadeiros pensadores, como Leon Bloy, Georges Bernanos e Ortega y Gasset; etc. Enfim, vale a pena ler este livro para conhecer o quão grande foi esse escritor tão esquecido hoje.

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    Gustavo Corção Braga profile picture

    Gustavo Corção Braga

    Gustavo Corção Braga formou-se engenheiro, em 1920, pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, especializando-se depois em eletrônica. Convertido ao catolicismo em 1936, voltou-se para a filosofia tomista, passando a estudar teologia com os monges beneditinos e tornando-se oblato. Teve importante atuação no Centro Dom Vital (RJ), fundado por Jackson de Figueiredo. Jornalista polêmico e anticomunista, engajou-se na ala conservadora do pensamento católico e, a partir de 1946, escreveu para diversos jornais: Tribuna da Imprensa, Diário de Notícias e O Estado de S. Paulo. Em sua obra, destacam-se "A Descoberta do Outro" (1944), um impressionante relato de sua conversão ao catolicismo, "Três Alqueires e uma Vaca" (1946), ensaio no qual explica, de maneira pormenorizada, a forte influência de G. K. Chesterton em sua formação, e "Lições de Abismo" (1950), seu único romance, uma das obras-primas da literatura brasileira, premiado pela Unesco e traduzido para inúmeras línguas. O autor Ariano Suassuna assim testemunhou acerca de seu amigo, em 11/11/1971, para o número de novembro de 1971 da Revista Permanência, que homenageou os 75 anos de vida de Corção: "Ele era um homem boníssimo, talvez impulsivo e arrebatado nos seus impulsos, mas de uma bondade que transparece, à primeira aproximação, nos seus olhos pequenos, azuis, vivos, risonhos inteligentes e que – por mais estranho que isso possa parecer a quem não o conhece ou não gosta dele, de longe – são olhos de menino. Ele não tem nada de intratável: apenas é um homem de princípios, corajoso e inflexível quando sustenta os princípios que julga certos."

    29 Livros
    59 Seguidores
    RJ, Brasil

    Gustavo Corção Braga