Em O coronel, somos apresentados a uma arma com um sistema de inteligência próprio de guerra que sai devastando a todos. Em um tempo de inteligência artificial, não é difícil imaginar uma arma desse nível e que provavelmente já está sendo produzida por algum grande centro militar. Entretanto, assim como toda IA, falta a humanidade dentre desse sistema que só sabe seguir diretrizes e jamais saberá lidar com tudo o que o ser humano é. Achei interessante a história trazer essa narrativa de comando e guerra absolutos, um sistema guiado com um único objetivo, vencer seus inimigos a qualquer custo. Sem alternativas, sem desvios como acontece em todos os confrontos. Acredito que se a história tivesse terminado no primeiro arco já teria sido suficiente para a compreensão do todo, mas ao adicionar o segundo a essência se perde para mais violência. Qual o objetivo de continuar o ciclo? A relação entre os irmãos não é melhorada, apenas é exposto o egoísmo centrado de um dos protagonistas. Ainda mais, se esse era o objetivo, também não ficou tão bem desenvolvido. Acho que poderia ter sido mais curta e impactante, mostrando mais da criação ao invés de adicionar outro arco.