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    Gramática do Poder -

    Isaac Epstein

    Editora Ática
    1993
    214 páginas
    7h 8m
    ISBN-10: 8508043848
    Português Brasileiro
    3.5
    2 avaliações
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    "Todo discurso se sustenta em teias invisíveis. No que diz respeito ao discurso do poder, a sua eficácia está justamente naquilo que ele oculta. Por esta razão, revelar a sua estrutura significa também desvendá-lo ou descobri-lo. Nesse sentido, este livro visa buscar os elementos subjacentes ao código do poder. Ao procurar subsídios para uma 'Gramática do Poder', Isaac Epstein explicita as regras deste código que regula as relações entre dominantes e dominados. Para a 'Gramática do Poder' vale a frase clássica de Edward Sapir: 'Inúmeras atividades operam nas interações humanas de acordo com um código elaborado e secreto, que não está escrito em parte alguma, não é conhecido de ninguém, porém compreendido por todos.'"

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    Isaac Epstein

    Sempre interessado por Matemática e Filosofia, o engenheiro civil Isaac Epstein tornou-se uma das referências na área de Comunicação Científica no Brasil. Dedicado à compreensão das difíceis relações entre cientistas e divulgadores e à forma mais pertinente de comunicar o conhecimento da ciência, publicou diversos artigos, capítulos e livros, contribuiu para a formação acadêmica de muitos pesquisadores nessa área e continua ativo, preparando cursos rápidos de extensão e ministrando palestras sobre o tema. Isaac Epstein começou seu percurso intelectual nas ciências exatas. Em 1950, graduou-se em Engenharia Civil pela Escola Politécnica e dedicou os anos seguintes ao exercício de sua profissão. Nesse período fiscalizou obras importantes, como a construção do Estádio do Guarany F.C., do Palácio da Justiça, da Escola Preparatória de Cadetes e do Aeroporto de Viracopos, na cidade de Campinas, interior de São Paulo. Em 1963, passou seis meses em Paris e no interior da França estudando Técnicas Modernas em Construção apoiado por uma bolsa concedida pelo governo francês. A virada na sua trajetória ocorreu quando o interesse pela Cibernética, na época ainda uma ciência recente, o fez construir um engenho denominado de “Gabriela, uma máquina que aprende”, que tinha o mérito de “aprender” pelo processo tradicionalmente denominado de “tentativa e erro”. O projeto e a descrição do funcionamento dessa “máquina” estão no livro Cibernética e Comunicação, Editora Cultrix, 1973. Em 1968 foi convidado a lecionar nas Faculdades de Comunicação e de Artes Plásticas da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) - instituição que, com a Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), foi uma das primeiras a inaugurar o ensino universitário de Comunicação Social. Em razão de sua formação e de seus interesses, foi designado para lecionar as disciplinas “Cibernética” e “Teoria da Informação”, a partir de teóricos como Norbert Wiener, Ross Ashby, Gordon Pask, Claude Shanonn e Von Bertallanfy. Nesse período, teve o privilégio de ter como colegas Vilém Flusser, Mauricio Tragtemberg, João Alexandre Barbosa, Rafael Buongermino, Nelson Leirner, entre outros. Os estudos atrelados à Comunicação se tornaram uma constante. Sua aproximação pelo segmento de comunicação da ciência é vista como natural, levando-se em conta sua primeira formação. No início da década de 80 concluiu a pós-graduação em Filosofia da USP. Sua tese a respeito da filosofia da ciência foi premiada como o melhor trabalho do ano no gênero. Os estudos sobre comunicação de massa vieram a seguir. Em 1991, concluiu o doutorado em Ciências da Comunicação pela mesma instituição. A dedicação pela comunicação de ciência acompanha sua caminhada acadêmica. Desde 2009, quando concluiu o período de docência universitária, tem se dedicado a estudar e a escrever principalmente sobre dois temas: a proposta de uma teoria de divulgação científica e as teorias de comunicação de massa.

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    Isaac Epstein