Annie é uma mulher comum que a vive a rotina de mãe, esposa e dona de casa, até que se vê envolvida em um atentado terrorista, onde cria uma conexão profunda com um estranho chamado Steve enquanto luta pela própria vida.
Gostei do modo explosivo no qual os personagens se conheceram e se conectaram, imagino que chegar tão próximo da morte e se abrir tanto com alguém no que você considera ser os seus momentos finais de fato iria criar um vínculo profundo, que foi aumentado quando cada um deles se conscientizou dos vazios e dos pontos cegos da própria vida.
Por mais que o romance entre eles seja bem polêmico, devido a infidelidade de Annie, eu me interessei em acompanhar, principalmente devido as considerações que a vida de Annie me levava da fazer sobre a vida de uma mulher em si. Somos biologicamente e socialmente mais condicionadas ao cuidado e a se anular em detrimento da manutenção da família, principalmente quando existem filhos envolvidos, não creio que o livro teria o mesmo final caso o principal dilema fosse um homem casado de apaixonar, pois homens são socializados para atender aos seus próprios interesses quando sentem que é necessário.
Não pude deixar de pensar se o 'sacrifício' de Annie vai valer a pena no final, pois uma hora os filhos crescem e vão em busca de suas próprias vidas, e a vida em mais de uma ocasião já demonstrou que por mais que ela tenha bastante amizade por Martin, ela não o ama apaixonadamente. Fico imaginando uma velhice entre eles sem os filhos para servirem de amortecedor, e creio que apesar do último conselho, Annie vai acabar vivendo a mesma vida que a sua mãe.
Creio que faltou um pouco mais do ponto de vista de Steve na história, mas o livro não deixa de ser interessante apesar do final agridoce, mas creio que o final poderia ser diferente caso a história fosse escrita nos dias atuais.