Esta biografia de Tenzin Gyatso - escrita pelo jornalista norte-americano Stephan Talty -, é narrada desde 1937, época em que ele foi reconhecido como o 14° Dalai Lama, até os dias atuais, concentrando o foco para o final da década de 1950, quando o exército chinês invadiu o Tibete, em março de 1959, obrigando-o a exilar-se na Índia. Sua fuga foi um ato de ousadia e desafio que representou a última esperança do Tibete. O mundo assistiu perplexo, ao desenrolar da jornada do gentil monge. A obra traz, de alguma forma, o retrato dos habitantes de uma nação espiritual forçados a pegar em armas para defender seus ideais e, em particular, a saga de um governante inicialmente infantil, que começa vestindo seus mantos de monge de forma desconfortável, mas que no fim, após a sofrida experiência da fuga, transforma-se na figura eminente que o mundo conhece hoje - um carismático defensor da liberdade de pensamento e da compaixão universal.

