Este trabalho analisará as questões sociofilosóficas presentes no mangá Neon Genesis Evangelion, criado por Hideaki Anno e desenhado por Yoshiyuki Sadamoto. Lançado em 1995 e ainda em produção, Evangelion se notabilizou pela profunda exploração das psiques de seus personagens, os quais apresentam intensos conflitos psicológicos. Começarei este artigo com uma análise do repertório filosófico deste mangá, o qual envolve pensadores como Schopenhauer (―dilema do ouriço‖), Kierkegaard (desespero humano) e Hegel (holismo e instrumentalidade), e como este repertório é simbolizado em três dos personagens da série: Shinji Ikari, Asuka Soryu e Gendo Ikari. Também discutirei o uso da biotecnologia pelas organizações SEELE e NERV como engenharia social para criar ―uma nova humanidade‖. Ambas têm como objetivo o Projeto de Instrumentalidade Humana, que transformaria todos os seres humanos, incompletos e inconstantes, numa única entidade perfeita. A terceira parte do artigo será sobre a questão da identidade, pois o próprio ato de pilotar o Evangelion representa um grande desafio existencial para os três pilotos: Shinji (auto-menosprezo), Asuka (superação de trauma) e Rei Ayanami (construção do ―eu‖). Nesse sentido, farei uma breve excursão sobre a dimensão sociocultural desta temática da identidade, afinal na década de 90 o Japão passava por uma aguda crise social e moral. Por fim, será feito um balanço de todas estas discussões sociológicas e morais presentes em Evangelion.
A Representação de Dilemas Morais e Existências em Neon Genesis Evangelion -
Kaio Fellipe
Universidade Federal de Pelotas
2012
20 páginas
40m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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