Literatura Brasileira / O livro de Emanuel Galvão engaja-se radicalmente, e já desde o título (“Flor Atrevida” [Quadrioffice, 2007. 110p.]), no esquema representacional naturalista do imaginário nominalista da Alagoas-artistica. (MAIA, 2010) A ilusração da capa, reforçando visualmente a adesão do autor a tal esquema naturalizador da cultura, acaba por configurá-lo como um beija-flor heterossexual e pansexista. Por isso mesmo, perfeitamente integrado à rebelião emplumada do vivartismo na poesia alagoana. Ou melhor, “caeté”. Pois é explícita em Emanuel Galvão – sobretudo quando ele fala à sua “Flor Atrevida” como se protagonizasse o Pequeno Príncipe em versão asiática –, a tendência à antropofagia dilemática (“tupy or not tupy?”) do modernismo brasileiro de Oswald de Andrade. Ou seja, aquele modernismo dos que “escrevem [sobre ‘O amor’] / Em pele com as pontas dos dedos, / Cravam os dentes para assinar / Usam saliva como tinta / E lábios como mata-borrão.”
Flor Atrevida -
Emanuel Galvão
Quadrioffcer
2007
110 páginas
3h 40m
ISBN-13: 9788599396072
Português Brasileiro
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