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    Entre Dois Amores - A Fazenda Africana

    Karen Blixen

    Círculo do Livro
    1990
    340 páginas
    11h 20m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    3.9
    37 avaliações
    Leram81Lendo1Querem111Relendo0Abandonos5Resenhas3
    Favoritos10Desejados111Avaliaram37

    trechos: "é mais do que a terra que se tira das pessoas, quando se lhes sonega sua terra nativa. é igualmente seu passado, suas raizes e sua identidade. se se tiram delas as coisas que foram acostumadas a ver, e esperam continuar vendo, pode-se num certo sentido, do mesmo modo, tira-lhes os olhos" excluir | editar "os caracteres ficcionais dos livros galopam a nosso lado na fazenda e caminham tranquilamente em meio aos campos de milho." "senti o meu coração enchendo-se daquele amor e gratidão que as pessoas que ficam no lar sentem pelos andarilhos e viajantes do mundo, marinheiros, exploradores, vagabundos." "os somalis são um povo endurecido, curtido pelo deserto e pelo mar. grandes pesos de vida, extremas pressões, altas ondas e extensas idades devem ter sido necessárias para transformar essas mulheres num âmbar tao duro e brilhante." "enxames de crianças, fascinadas pelas danças, e interessadíssimas em aprender e imitar, moviam-se de um círculo a outro, ou eram arrastadas para formar pequenos círculos de dança próprios na periferia do gramado. no caso deles o cordão umbilical com a natureza não foi de todo cortado." "só a africa nos ensinará que deus e o diabo são uma e a mesma coisa. os nativos africanos cultuam a duplicidade na unidade e a unidade na duplicidade., sem nem confundir as entidades ou dividir a substancia"

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    Carla da Cunha Porto03/08/2017Resenhou um livro
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    Trechos

    "é mais do que a terra que se tira das pessoas, quando se lhes sonega sua terra nativa. é igualmente seu passado, suas raízes e sua identidade. se se tiram delas as coisas que foram acostumadas a ver, e esperam continuar vendo, pode-se num certo sentido, do mesmo modo, tira-lhes os olhos" excluir | editar "os caracteres ficcionais dos livros galopam a nosso lado na fazenda e caminham tranquilamente em meio aos campos de milho." "senti o meu coração enchendo-se daquele amor e gratidão que as pessoas que ficam no lar sentem pelos andarilhos e viajantes do mundo, marinheiros, exploradores, vagabundos." "os somalis são um povo endurecido, curtido pelo deserto e pelo mar. grandes pesos de vida, extremas pressões, altas ondas e extensas idades devem ter sido necessárias para transformar essas mulheres num âmbar tao duro e brilhante." "enxames de crianças, fascinadas pelas danças, e interessadíssimas em aprender e imitar, moviam-se de um círculo a outro, ou eram arrastadas para formar pequenos círculos de dança próprios na periferia do gramado. no caso deles o cordão umbilical com a natureza não foi de todo cortado." "só a africa nos ensinará que deus e o diabo são uma e a mesma coisa. os nativos africanos cultuam a duplicidade na unidade e a unidade na duplicidade., sem nem confundir as entidades ou dividir a substancia"

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    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen) profile picture

    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen)

    Nasceu em 1885, em Rungsted, Dinamarca, mas foi sua mudança para a África, em 1914, que marcaria definitivamente sua vida e sua carreira como escritora. Recém-casada com o primo sueco, o barão Bror Blixen-Finecke, muda-se com ele para uma fazenda de café no Quênia. Divorcia-se pouco depois, assumindo sozinha a administração da fazenda por mais dez anos, até que a seca e a crise do café obrigaram-na a voltar para a Dinamarca. Ela adota, então, o pseudônimo de Isak Dinesen, e escreve em inglês. Nos anos 1950, a saúde de Blixen estava muito frágil. Em 1959, viaja pelos Estados Unidos sendo homenageada e visitada por escritores como E.E. Cummings, Marianne Moore, Pearl S. Buck, Carson McCullers e Arthur Miller. Morre em 1962.

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    Karen Christence von Blixen-Finecke (Isak Dinesen)