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    Inquisição: Prisioneiros do Brasil - Séculos XVI a XIX

    Anita Novinsky

    Perspectiva
    2009
    244 páginas
    8h 8m
    ISBN-13: 9788527308557
    Português Brasileiro
    3.9
    4 avaliações
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    Os brasileiros que foram presos na época colonial, acusados de judaismo, homosexualismo, bigamia, feitiçaria, heresias e blasfêmias, todos delitos proibidos pela Igreja e pelo Estado. Entre eles grandes nomes da nossa cultura como Bento Teixeira, o primeiro poeta do Brasil e Antonio José da Silva, o mais importante escritor de língua portuguesa do século XVIII, além de nomes das mais tradicionais famílias brasileiras, como Mesquita, Guimarães, Oliveira, Valle, Albuquerque, Cavancanti, Almeida, Prado, Sodré, etc, condenados a cárcere perpétuo e algumas vezes à fogueira. Foram levados do Brasil cerca de mil prisioneiros para os cárceres da Inquisição em Portugal, durante a época colonial, porque sentiam e pensavam “diferente”. Judaísmo, luteranismo, islamismo, assim como feitiçaria, sodomia, bigamia, proposições heréticas e blasfêmias, eram considerados crimes e punidos com degradação moral, exílio, confisco, cárcere perpétuo ou morte na fogueira. Como a sobrevivência do Tribunal dependia do confisco, os inquisidores procuravam mais vítimas, recriando as heresias sempre que arrefeciam. • A Inquisição foi sobretudo uma instituição racista, que discriminava e excluía, pelo nascimento, os descendentes de judeus, árabes, ciganos, negros e mulatos e índios, até onde a memória podia chegar. A esta imposição forçada de crença e pensamento, os diversos grupos étnicos responderam com uma contestação clandestina, recusando os dogmas, semeando a livre crítica e perpetuando seus costumes ancestrais. • A este mundo subterrâneo e clandestino luso-brasileiro levam as fontes que são apresentadas, em Inquisição: Prisioneiros dos Brasil, da renomada historiadora e pesquisadora Anita Waingort Novinsky. Descortina-se aqui outro Brasil, subterrâneo e em grande parte inexplorado.

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    Anita Waingort Novinsky

    Historiadora brasileira, referência em Inquisição Portuguesa, cristãos-novos, Brasil Colônia, História do Brasil, Holocausto e Identidade. Graduou-se em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1956), e era especialista em Racismo no Mundo Ibérico, pela École des Hautes Études en Sciences Sociales (1977), e em Psicologia, pela Universidade de São Paulo (1958). Doutora em História Social pela Universidade de São Paulo (1970) e pós-doutora pela Universidade de Paris I (1983). Foi Livre Docente da Universidade de São Paulo.

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    Anita Waingort Novinsky