Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições1
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas6
    • Leitores324
    • Similares2
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    Curto alcance -

    Annie Proulx

    Intrínseca
    2007
    340 páginas
    11h 20m
    ISBN-13: 9788598078182
    Português Brasileiro
    3.8
    92 avaliações
    Leram126Lendo11Querem183Relendo0Abandonos4Resenhas6
    Favoritos10Desejados183Avaliaram92

    Da autora ganhadora do Prêmio Pulitzer, Curto alcance traz onze contos situados em algum pedaço dos 253 Km2 do estado americano de Wyoming. Terra de ranchos e caubóis, planícies e montanhas castigadas por vento, poeira, chuva e neve, de estação para estação. Onde ser homem é aguentar as provocações impingidas pelo lugar, pelo destino e pelas próprias fraquezas de cada um. Annie Proulx se embrenha por essa legítima terra de ninguém e retorna com um punhado de histórias que vão do sobrenatural ao francamente cômico, do quase heróico ao patético, revelando recantos inóspitos da natureza humana. Tão inóspitos quanto o cenário de O segredo de Brokeback Mountain, incluíndo no final deste volume, e dessas outras dez histórias de Wyoming.

    Edições (1)

    Ver mais
    • book cover

    Similares (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (6)Ver mais
    Higor picture
    Higor17/11/2023Resenhou um livro
    3 (Bom)

    "LENDO PULITZER": sobre repetições e estereótipos

    Este "Curto alcance" parecia ser uma leitura bastante promissora. Primeiro porque a autora, Annie Prouxl, ganhou o Pulitzer de ficção com seu livro anterior, o elogiado, embora ainda não lido, "Chegadas e Partidas"; logo, figurar no mesmo prêmio pela segunda vez consecutiva, ainda mais uma coletânea de contos agora, era algo, se não visto como magnífico, ao menos como para se observar com um pouco mais de atenção. Infelizmente a decepção veio, pois de início, este "Curto alcance" parece trazer um alívio muito grande para quem encara os Estados Unidos como vendido pela mídia, pois tem o prazer de apresentar cenários, culturas e narrativas que fogem do estereótipo hollywoodiano, que pintam cavalos, chapéus, botinas, os "saloons" com portas duplas em desenhos como Pica-Pau e filmes dos irmãos Coen, Tarantino ou em grandes filmes que Clint Eastwood protagonizou como o suficiente para representar parte da cultura e geografia estadunidense. Sim, sabemos que todo e qualquer período de colonização é caracterizado por violência, assassinatos e sangue, mas o oeste americano, ainda mais a Wyoming de Prouxl tem espaço para cenários mais tênues, embora áridos, montanhosos e conturbados à sua própria maneira. "A rês semi-esfolada", por exemplo, o conto encomendado que abre o livro, carrega a poeira e a aridez da geografia local, onde um senhor na casa dos 80 anos recebe a notícia do falecimento de seu irmão e, contrariando a expectativa dos parentes, de que iria ao velório de avião, decide revisitar seu passado de carro. Por sua vez, "Num lamaçal", acompanha Diamond, um jovem de 23 que está prestes a montar o temido Beijinhos, onde deve permanecer por oito segundos para ganhar o prêmio da noite. Conhecemos o relacionamento conturbado com a mãe, que, embora fria e aparentemente sem sentimento, tenta convencer o filho a mudar de vida, levando-o a conhecer montadores que tiveram um destino trágico ao encarar tal vida arriscada. Minhas concessões iniciam a partir deste conto, a começar, principalmente, pela tradução de Adalgisa Campos da Silva. Não que esteja de fato mal traduzido, mas acredito que muitas expressões utilizadas deixaram o texto pouco fluido, como que forçosamente erudito ou para soar um linguajar mais rústico, pouco usual. Eu precisaria ler no original para cotejar, mas a sensação incômoda de engessamento me acompanhou durante toda a leitura com a presença de determinadas palavras. Além disso, embora com bons contos, de modo geral, crus e com a intenção de provocar ou chocar, não com barbaridades, mas ao pincelar a realidade daquele povo, as histórias se tornaram de rápido esquecimento com o passar dos dias, o que é uma pena, pois a grande sensação que ficou foi a de que, conforme os contos passavam, eu encarava uma nova história, porém com várias repetições e até mesmo estereótipos: homens brutos, ríspidos, mãos secas, cuspes no chão; mulheres gordas, analfabetas e desajeitadas, subordinadas, sem voz, mas sonhadoras, assim como jovens que tentam a vida longe daquele cenário, mas a terra natal os traga de volta. Sequidão, vento, areia, sujeira, pó… mas basta o leitor colocar Wyoming no Google para ver rios, cânions, áreas verdejantes e suspirar com tais beleza. Retornando às histórias, eu me lembro de ter apreciado a leitura de "A história de Jó" e ainda mais de "Quem vive no inferno se satisfaz com um gole de água", mas que consegui lembrar da história ao pesquisar na internet sobre os contos para escrever esta resenha, o que não seria justo com o leitor. Seguindo os contos que me satisfizeram e que consigo me lembrar, além de diversos outros um tanto com pouca recordação, temos o mais famoso, adaptado ao cinema e detestado pela autora por conta de sua fama, "O segredo de Brokeback Mountain", com oito indicações ao Oscar e três vitórias. Dispensando o enredo, que acredito ser de conhecimento geral, a história, embora bem escrita, sem rodeios ou floreios, como os demais contos, fez-me refletir se tal sucesso estrondoso se deve a uma singela história de amor gay, ao atrevimento de uma história publicada em 1997 sobre a homossexualidade nos anos 60 e 70, ou não passa de um mero fetiche pornográfico gay sobre sexo entre cowboys, afinal, a própria Prouxl confessou se arrepender de ter escrito o conto, por conta dos incessantes e-mails que recebe, com histórias alternativas mais amorosas ou contos puramente eróticos sobre a relação entre Jack e Ennis. Seco em sua escrita, engessado em sua tradução e com certa dificuldade de fixação, por conta do leitor ou das histórias (?), "Curto alcance" desmistifica e apresenta o real faroeste americano, tão problemático quanto, e sem os floreios que a indústria cinematográfica pede, mas parece se cansar ao longo das páginas e se render a repetições, o que é uma pena. Que venha então seu romance premiado. Este livro faz parte do projeto "Lendo Pulitzer".

    10 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    3.8 / 92
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas30%
    • 3 estrelas32%
    • 2 estrelas5%
    • 1 estrelas2%
    Edna Annie Proulx profile picture

    Edna Annie Proulx

    Edna Annie Proulx é uma escritora e jornalista norte-americana, de origem franco-canadense, nascida em 22 de agosto de 1935 em Norwich, Connecticut. Edna concluiu o segundo grau na Deering High School, em Portland, estado do Maine. Não finalizou sua primeira faculdade, na Colby College, em Waterville, uma vez que acabou se casando com H. Ridgely Bullock em 1955. Annie forma-se em história pela Universidade de Vermont e vai e graduar-se também na Universidade Sir George Williams, em Montreal. Seus estudos abarcam a Renascença, a história do norte canadense e a China. Em 1973 inicia um doutorado, todavia, em 1975 interrompe sua tese por uma crescente inquietação de prosseguir uma carreira acadêmica, angústia essa intensificada pela debilidade de campo de trabalho em sua área de atuação. Dessa forma, Proulx torna-se free-lance de jornalismo. Sob essa condição passa por sérias dificuldades financeiras, vivendo na área rural de Vermont com um amigo. Posteriormente muda-se para o centro da cidade onde vive até a ano de 1994. No final dos anos 70 surge uma revista chamada Gray’s Sport Journal, que, curiosamente, acaba chamando a sua atenção pela originalidade editorial. Annie passa a escrever pequenas histórias para essa revista, então sua primeira experiência com a ficção. Seu trabalho corrente passa a ser escrever mais ou menos duas histórias por ano. Nessa mesma época cria, com um grupo de amigos, um pequeno jornal em Vershire, Vermont. O “Enquires” (um outro jornal) publica algumas de suas histórias e, após a mudança do editor do jornal, é preconizada a publicação de sua coletânea de contos. Uma nova mudança no editorial do jornal traz John Glusman, que se torna o responsável pela edição do primeiro livro de Annie, “Hearth Songs and Other Stories”. John passa a incentivá-la a escrever romances, e assim, ela lança em 1992 “Postcards”. Para escrever esse romance ela faz muita pesquisa de observação, atravessa o estado do Wyoming nessa busca e, apesar de não ser sua primeira passagem pelo estado e possuir um espírito assaz desenraizado, decide se estabelecer ali, onde permanece por um longo período de tempo. Nos anos de 1993 e 1994 faz longas viagens de pesquisa para seu novo romance, “Accordion Crimes”. Em 1999, sob um pano de fundo idiossincrático, resultante de outro longo período de viagens pela Europa, Nova Zelândia e Austrália, lança a coletânea “Close Range”. Dentre as histórias contidas nesse livro estava o auspicioso “Brokeback Mountain”, inicialmente lançado na revista The New Yorker, em 1997, e que viria a fazê-la famosa. Alguns anos mais tarde Larry McMurtry e Diana Ossana fazem uma adaptação dessa história para um roteiro de filme que, somente muito tempo depois é materializado pelo diretor Ang Lee. O filme acaba se tornando um enorme sucesso e dá ainda mais notoriedade para Annie e para seu trabalho. Depois da coletânea Edna lança um romance cômico chamado That Old Ace in the Hole. Seu projeto mais recente veio a convite de um amigo fotógrafo, que pediu a ela a feitura de textos para complementar o trabalho fotográfico denominado “O Deserto Vermelho do Wyoming”.

    5 Livros
    40 Seguidores
    Connecticut, Estados Unidos

    Edna Annie Proulx