Adélia Prado abre o peito com a faca e fala direto com o que há de mais humano dentro da gente. É um livro de poemas curtos, mas que dizem muito. Adélia é filósofa e tem esse dom raro de pegar as coisas do dia a dia — o corpo, a casa, o amor, a tristeza — e transformar tudo em poesia com uma força que parece simples, mas não é. Os poemas são intensos e, muitas vezes, doloridos. A imagem da “faca no peito” não está ali à toa — ela fala de angústias reais, do peso de ser mulher, da solidão, da fé que salva e também machuca. Mas, mesmo nos momentos mais escuros, há sempre uma luz, uma esperança escondida. É como se ela dissesse: “eu sei que dói, mas olha, ainda vale a pena.”
Particularmente, eu não sou fã de ler poesia, nem de narrativas de amores trágicos — onde a mocinha acha que morrerá se não tiver aquele amor.
Então, as poesias que deixaram o Jonathan de lado foram mais interessantes para mim.
A faca no peito não é um livro para ler de uma vez só. É daqueles que a gente lê um poema, fecha o livro e fica pensando. E volta. E relê.
Pretendo ler outro livro dela.
Recomendo para quem gosta de ler poesia.