Personagens: Matt Davis e Tess Meredith
Queridos escrevedores-de-sinopses-de-livros,
Peço-lhes, por obséquio, não serem tão vagos nas sinopses.
Atenciosamente,
eu
Pois é. A sinopse fala muito pouco da história e eu não sabia muito bem o que esperar já que, pra mim, o resumo chinfrim foi insuficiente. Desta forma, fui pela minha experiência de outros romances de Diana.
Pensei: provavelmente teremos mocinho jumento, mocinha virgem que pode ou não ser pisoteada, que pode ou não ter atitude, que entrará ou não na minha lista de “mocinha pamonha”.
Bem, não temos mocinho cavalo e nem mocinha pamonha. Virgem sim, mas besta não. Aliás, de besta, ela não tem nada.
A história é bem legal e é ambientada no final do XIX para o XX, ou seja, é um histórico.
Tess e Matt eram amigos quando jovens. Ela era loira, branca e ele um índio Sioux. Em função de algumas coisitias, Matt decide ir para Chicago tentar a vida e não carrega a moçoila que, nada boba, já estava de quatro pelo indiozão.
Mais de uma década se passa e o pai de Tess morre. Adivinha o que ela faz? Vai atrás de Matt que, nesse meio tempo, juntou grana e se tornou dono de uma agência de detetives.
Lá, ela vai morar na mesma pensão que ele e os dois continuam tudo na base da amizade.
Por uns tempos.
Tess é ótima: toda pra frente, é uma sufragista de carteirinha e defensora ferrenha dos direitos femininos até o último fio do frizz capilar.
E essa modernidade toda vai colocá-la em alguns maus lençóis.
Já Matt é um fofo. Cabeça dura em alguns momentos, mas muito protetor e carinhoso com Tess.
Aaaaaaí, no meio da história, entre bandeiras, gritos e passeatas, acontece um crime. Esse é, principalmente, um dos conflitos que impulsiona a narrativa. Quem matou? E por quê?
O romance entre os mocinhos foi muito lindinho porque Tess é mega sincera nos seus sentimentos. Se ela quer, ela quer e ponto final.
Gostei. Primeiro histórico da Diana que li e realmente gostei.
Mas por que não dei 5 estrelas?
Porque não teve um ogro.
Acho que acostumei...
Vai entender...
Recomendo!
; )