A Cidade e as Serras -

    Eça de Queiroz

    Hedra
    2006
    312 páginas
    10h 24m
    ISBN-10: 8577150194
    Português

    "Jazer, jazer, em casa, na segurança das portas bem cerradas e bem defendidas contra toda a intrusão do mundo, seria uma doçura para o meu Príncipe se o seu próprio 202, com todo aquele tremendo recheio de Civilização, não lhe desse uma sensação dolorosa de abafamento, de atulhamento! Julho escaldava: e os brocados, as alcatifas, tantos móveis roliços e fofos, todos os seus metais e todos os seus livros, tão espessamente o oprimiam, que escancarava sem cessar as janelas para prolongar o espaço, a claridade, a frescura. Mas era então a poeira, suja e acre, rolada em bafos mornos, que o enfurecia: – Ó, este pó da Cidade! – Mas, ó Jacinto, por que não vamos para Fontainebleau, ou para Montmorency, ou… – Para o campo? O quê! Para o campo?!"

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    Clio picture
    Clio21/05/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    A Cidade e as Serras pode ser considerado o último grande 🤬 #$%!& para Paris. Não é de hoje que criticamos o gosto em terras tupiniquins por tudo o que é estrangeiro, mas essa estranha mania foi herdada de nossos antepassados lusitanos que por sua vez aderiam ao modo de vida francês, participularmente o parisiense, em sua própria época. Eça de Queirós expõe a debilidade da vida urbana e suas consequentes mazelas que hoje vemos exarcebadas em nossas próprias cidades causando estafa, depressão e outras tantas doenças físicas ou psíquicas. A cura que o autor preconizava é a mesma de nossos médicos, o afastamento do que nos causa mal. Jacinto de Tormes é o representante da nobresa portuguesa que tem essa epifania na história e se muda para o interior de Portugual. A crítica comum de Eça aparece aqui em sua forma mais contundente: a necessidade de se manter e renovar os valores lusos e sua sociedade para impulsionar novamente a nação. Por pura apreciação, a escrita de Eça continua sendo ímpar na literatura com seu dinamismo e leveza. Recomendo.

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