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    O falso princípio da nossa educação -

    Max Stirner

    Imaginário
    2001
    87 páginas
    2h 54m
    ISBN-10: 8585362766
    Português Brasileiro
    4.4
    19 avaliações
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    Favoritos2Desejados96Avaliaram19

    "A miséria de nossa educação até os nossos dias reside em grande parte no fato de que o Saber não se sublimou para tornar-se Vontade, realização de si, prática pura. Os realistas sentiram essa necessidade e preencheram-na, mediocremente por sinal, formando "homens práticos" sem idéias e sem liberdade. A maioria dos futuros mestres é o exemplo vivo dessa triste orientação. Cortaram-lhes magnificamente as asas: agora é sua vez de cortar as dos outros! Foram adestrados, é sua vez de adestrar!" Max Stirner

    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo Oliveira picture
    Marcelo Oliveira25/01/2014Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Nossa educação está fundada sobre ruínas?

    Qual é a forma da educação? O que ela cultiva? Para que serve? para adestrar ou libertar? acorrentar ou dar asas? existe um modelo perfeito ou ideal? por que ela fracassa? por que existe tanto sofrimento nas escolas? Por que o aluno não pode se educar? criar seus trajetos? suas questões e suas repostas ao invés de seguir cartilhas, livros didáticos, manuais de detenção? Para Max Stirner o humanismo e o realismo devem ser superados. O primeiro porque forma pedantes vestidos de eruditos sem sonhos, sem vida, seres humanos que de humanos só tem os órgãos, inabilitados para a vida e o bem viver, em suma, para ser um amigo do saber. O segundo porque torna o homem uma peça no maquinário da ciência, um meio para o progresso de produtos alimentícios, e para o declínio da sua razão, do seu pensamento, da sua capacidade de sentir, pensar, criar, questionar. Com esta obra encontramos a resposta para a provocação de Nietzsche: "é a loucura que abre alas para a nova ideia". Só quem sai de um castelo que está desmoronando pode descobrir que existe ar fora dele, e que é preciso que ele desabe com o nosso auxílio para que possamos viver para além dos muros. Não atoa a coragem anda tão em falta no mercado. O homem está engessado junto com as pedras do castelo e ao invés de ousar se movimentar, prefere buscar o local mais confortável na edificação das ruínas, subindo o máximo possível para não correr o risco de ficar soterrado junto com a mão de obra, mão de obra esta que não tem outro local que não seja a margem para respirar.

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    4.4 / 19
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    • 1 estrelas0%
    Johann Kaspar Schmidt / Max Stirner profile picture

    Johann Kaspar Schmidt / Max Stirner

    Filho de um casal de classe média baixa, Albert Christian Heinrich Schmidt e Sophia Eleonora. Seu pai morreu em 1807 e em 1809 sua mãe casou-se novamente com um farmacêutico, Ballerstedt, e eles se mudaram para Kulm na Rússia oriental. Em 1819 foi para Bayreuth fazer o prestigioso Gymnasium morando com uma tia. Em 1826 foi para a Universidade de Berlim estudar filosofia com Schleiermacher, Marheineke e Hegel. Continuou seus estudos na Universidade de Erlangen em 1829, transferindo-se, na mesma época, para a Universidade de Königsberg, retornando e concluindo seus estudos em Berlim entre 1832 e 1834. Colaborou no Diário do Reno, em 1845, com Karl Marx. Assinava em seus textos pelo nome de Max Stirner, que em alemão pode significar "Max, o testa grande". Frequentou os círculos de discussões dos jovens hegelianos de Berlim no Hippel's Weinstube, local onde se reuniam os Die Freien - Os Livres - sob a liderança dos irmãos Bruno Bauer e Edgar Bauer. Nesta época conheceu Marie Dähnhardt, uma das frequentadoras do Hippel's com quem viria se casar em 1843. Em 1844 publicou sua única obra: "O único e sua propriedade".

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    Baviera, Alemanha

    Johann Kaspar Schmidt / Max Stirner