Qual é a forma da educação? O que ela cultiva? Para que serve? para adestrar ou libertar? acorrentar ou dar asas? existe um modelo perfeito ou ideal? por que ela fracassa? por que existe tanto sofrimento nas escolas? Por que o aluno não pode se educar? criar seus trajetos? suas questões e suas repostas ao invés de seguir cartilhas, livros didáticos, manuais de detenção? Para Max Stirner o humanismo e o realismo devem ser superados. O primeiro porque forma pedantes vestidos de eruditos sem sonhos, sem vida, seres humanos que de humanos só tem os órgãos, inabilitados para a vida e o bem viver, em suma, para ser um amigo do saber. O segundo porque torna o homem uma peça no maquinário da ciência, um meio para o progresso de produtos alimentícios, e para o declínio da sua razão, do seu pensamento, da sua capacidade de sentir, pensar, criar, questionar. Com esta obra encontramos a resposta para a provocação de Nietzsche: "é a loucura que abre alas para a nova ideia". Só quem sai de um castelo que está desmoronando pode descobrir que existe ar fora dele, e que é preciso que ele desabe com o nosso auxílio para que possamos viver para além dos muros. Não atoa a coragem anda tão em falta no mercado. O homem está engessado junto com as pedras do castelo e ao invés de ousar se movimentar, prefere buscar o local mais confortável na edificação das ruínas, subindo o máximo possível para não correr o risco de ficar soterrado junto com a mão de obra, mão de obra esta que não tem outro local que não seja a margem para respirar.