Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico -

    Friedrich Engels

    Edipro
    2011
    96 páginas
    3h 12m
    ISBN-13: 9788572837736
    Português Brasileiro

    Com uma nova abordagem da filosofia, rompendo com os limites e as incoerências do passado, Friedrich Engels e Karl Marx fundaram o socialismo científico ao desenvolverem os fundamentos teóricos do socialismo e do comunismo, transformando-os em filosofia do proletariado. De modo a combater as concepções de Eugène Dühring – que em 1875 publicou uma obra procurando construir uma nova e completa teoria do socialismo, em uma clara tentativa de destruir o que outros filósofos e economistas escreveram anteriormente, especialmente Marx – Engels publicou uma série de artigos, e três destes formam o livro Do Socialismo Utópico ao Socialismo Científico. No Capítulo I, Engels assinala os méritos das teorias socialistas do passado, discute seus limites e equívocos e salienta que, “para converter o socialismo em ciência era necessário, antes de tudo, situá-lo no terreno da realidade”. No Capítulo II, sintetiza características do método dialético e da concepção materialista, mostra que é a concepção materialista de história que permite a análise científica do modo capitalista de produção, o entendimento de como se dá a exploração do trabalho sob esse regime e a demonstração da necessidade e possibilidade de sua superação. “Desse modo o socialismo já não aparecia como a descoberta casual de tal ou qual intelecto genial, mas como o produto necessário da luta entre as duas classes formadas historicamente: o proletariado e a burguesia.” No Capítulo III, analisa as contradições básicas do capitalismo (capital x trabalho; burguesia x proletariado) e suas manifestações no conflito entre as forças produtivas e as relações de produção. Este clássico, que influenciou a literatura humanista e hoje possibilita uma releitura da tradição política e revolucionária, reforça a ideia de que o socialismo é uma expressão da verdade, independente das condições históricas.

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    ㅤ 𝒹ℯ𝒹ℯ 🍒 ⋅ ˚21/07/2026Resenhou um livro
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    Engels, o divo ✨️ e a luta que a gente ainda não aprendeu a unir

    Ainda no lema: não é NADA loba da sua parte NÃO se politizar. Ano passado comecei a leitura deste querido. Pra uma pessoa que nunca tinha lido um clássico assim por vontade própria, o começo foi bem puxado. Mas aí fui na do divo Clovis de Barro: "Como pode um cara escrever uma coisa que eu não entenda? Eu vou ler essa merda até eu entender". E foi nessa teimosia, com caderno de anotações e pesquisa paralela, que fui mergulhando, linda. E posso dizer: tô muito feliz com essa leitura. Feliz porque foi mais um passo gigante no meu aprendizado político, e feliz porque agora enxergo melhor os problemas desse sistema que a gente vive. Resumindo bem alguns dos pontos que mais gostei: o livro mostra a realidade da classe trabalhadora. Explica a mais-valia (aquele trabalho que você faz e não recebe, que vira lucro do patrão) e também desmonta a tal "liberdade" do trabalhador, que na verdade não tem escolha: vende a força de trabalho pelo menor salário possível e se submete à maior carga horária, tudo porque o capitalismo mantém um exército de reserva pronto pra te substituir. Outra lição forte é que o socialismo não nasce da cabeça de um gênio, nem de uma teoria bonitinha. Ele é o produto necessário da luta de classes (trabalhador contra burguês). E quando Engels critica o socialismo "eclético e medíocre", eu não consegui não pensar no Brasil de hoje. A esquerda brasileira parece que vive de ego, disputa interna e pouca união real. Tantos intelectuais deveriam revisitar essa obra. Talvez assim percebessem que a gente continua repetindo os mesmos erros de sempre. Imagina se todos falassem em uma só voz? Mas não, parece que diálogo é impossível (com exceção da bancada da esquerda radical agora). Se isso acontecesse (a união da esquerda e suas vertentes) a gente seria o BABADO, daria voz para o que realmente precisa em uma só voz, nossa mensagem teria mais alcance, a classe trabalhadora seria politizada, todo mundo entenderia finalmente que o socialismo quer apenas ajudar o trabalhador. Teríamos força, teríamos poder. Viraríamos, de fato, um movimento de massas. E aí, meu amigo, não sobraria NADAA pra burguesia e para sua aliada (extrema-direita). Enfim, indico esse livro pra todo mundo. Sei que é clássico, exige atenção e estudo, mas a experiência de entender como as coisas funcionam por dentro é ÍMPAR. Vale cada página.

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