Esse é o segundo livro de Alexandre Alves, e assim como o primeiro - Coisas da Terra - este traz uma seleção de contos e crônicas sobre assuntos do nosso cotidiano.
Ao contrário da primeira publicação, onde o tom que imperava era o humor, nesta percebemos o amadurecimento da escrita do autor, porém, o que mais chamava a atenção, que era justamente as "sacadas" ao estilo Veríssimo, presentes no primeiro livro, são deixadas de lado na maior parte deste exemplar.
Devo destacar contos muito bons, quando o autor resolve divagar sobre nossa língua portuguesa, passando pelo alfabeto até o pingo do "i". Aliás, alguém sabe por que botamos pingo no i? Eu descobri neste livro...
Outro conto muito bom é quando ele resolve visitar um restaurante chique de São Paulo e pede uma mesa próximo a janela para apreciar a vista. Ao se sentar, ele se depara com o Rio Tiête (quem não conhece, é um rio tomado pela poluição que fica bem no meio da cidade de São Paulo) e começa a lembrar de um restaurante no meio de Goiás, com chão de terra batida e uma vista maravilhosa... uma bela crônica.
A capa deste livro também me agradou muito mais que a do primeiro livro, mas acaba sendo incoerente com o conteúdo: a capa alegre esta no livro mais sério; a capa séria esta no livro que tem mais pitadas de humor.
No final do livro, temos um conto que nos remete ao terceiro livro que o autor afirmou, em Entrevista Concedida ao Perdidas na Biblioteca, que deverá lançar em 2013 - Entre Vidas.
Enfim... a intensão, pelo que pude perceber, era fazer com que o leitor parasse para refletir sobre as coisas que nos cercam, de modo mais crítico. Porém, ao meu ver, as crônicas cumprem esse papel utilizando o humor e boas tiradas, e acho que isso ficou faltando um pouco neste livro. Por isso, a nota 3.