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    E todas as orquestras acenderam a lua -

    Lilia Silvestre Chaves

    Imprensa oficial do estado
    2000
    144 páginas
    4h 48m
    ISBN-10: 8586176087
    Português Brasileiro
    4.3
    2 avaliações
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    "Ora realística, ora surrealisticamente, Lilia reescreve a canço, a canção de amiga e a canção de amor, fingindo-se amada e amante. Mas, no diapasão do fingimento, "transforma-se o amador na coisa amada". Essa transformação fez de seu verso um meio de autoconhecimento para si e para o leitor que no poema se espelha. O efeito da leitura de poesia se dá por espelhamento. A poesia nos reflete quando seu fingimento nos torna reflexivos. Pois que fingir, como dizia Fernando Pessoa, que nunca errava nessa matéria, é conhecer-se. Cada qual, lendo a poesia amorosa de Lilia, vira amante e amado numa só pessoa.

    Resenhas (1)Ver mais
    Fabio Riggi picture
    Fabio Riggi09/05/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Poesia de alta carga memorialista e formada no berço da melhor arte paraense. Dá pra sentir Belém nos versos.

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.3 / 2
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    Lilia Silvestre Chaves profile picture

    Lilia Silvestre Chaves

    Lilia Silvestre Chaves nasceu em Belém do Pará, em 1951. Desde cedo, ainda adolescente, entregou-se à pintura, o que lhe valeu alguns prêmios, sendo um internacional, para expor em Paris. Foi um passo para que a arte, de uma maneira geral, estivesse sempre presente em sua vida: o cinema, o teatro e, principalmente, a literatura e a música. Mas sua carreira seria para sempre dedicada às palavras. Graduou-se em Letras, pela Universidade Federal do Pará, onde ensina Literatura Francesa desde 1979. Em 1992, apresentou sua dissertação de mestrado (UFPA) A Crônica de Saint-John Perse: um canto de Grande Idade. Cursou o doutorado em Literatura Comparada na Universidade Federal de Minas Gerais e em 2004 defendeu a tese Mário Faustino: uma biografia literária, publicada em setembro do mesmo ano (SECULT-IAP-APL). Lançou seu primeiro livro de poemas – E todas as orquestras acenderam a lua – em 2000 (Belém: Imprensa Oficial). Como poeta, participou de várias publicações: A poesia do Grão-Pará (Seleção de Olga Savary. Rio de Janeiro: Graphia Editorial, 2001), 1ª Antologia de poemas eróticos – Eros (São Paulo: Editora Poesia Diária, 1999), Antologia horizontes (São Paulo: Editora PD, 1999). Como ensaísta, organizou e apresentou o livro Espumas Flutuantes e outros poemas, de Castro Alves (São Paulo: Ática, 1997) e prefaciou, entre outros livros, a reedição de Que é Literatura? E outros escriptos, de José Veríssimo (Belém: SECULT, 1994), e as traduções de Saint-John Perse, por Benedito Nunes e Michel Riaudel (Crônica/Chronique de Saint-John Perse, Belém: CEJUP, 1992), e de Blaise Cendrars, por Sérgio Wax (Páscoa em Nova-Iorque, prosa do Transiberiano e outros poemas. Belém: UFPA, 1995).

    6 Livros
    3 Seguidores
    Pará, Brasil

    Lilia Silvestre Chaves