Terminei este livro há 2 dias e desde então tenho tentado encontrar as palavras certas para descrever o que sinto pela leitura, mas está a custar mais do que eu gostaria.
Eu acho que não me apeguei ao livro em si mas sim à Tana. Eu sempre entendi tudo o que ela fez e as razões de ela ter feito ou agido de tal maneira. Sempre entendi a maneira que ela tratava a mãe e sinceramente nunca teria tido a paciência dela. Ela foi uma ótima filha, amiga, mãe e mulher.
A história da Sharon foi tão triste, mas é a realidade de muita gente, principalmente naquele tempo. Foi algo que me tocou de uma maneira inexplicável, nem a história de Harry me tocou tanto e foi igualmente triste. Ambos mereciam melhor e foram muito bons amigos para Tana.
Quer dizer, o Harry merecia e conseguiu melhor, já que construiu uma família e ficou bons anos a desfrutar do seu casamento e dos seus amados filhos. Porém, a pobre Sharon não teve tanta sorte.
Agora falando da Tana, ela não teve uma vida feliz por muito tempo, nem sorte propriamente, mas sempre foi muito concretizada com o seu emprego. Não posso dizer que Jean estava concretizada com o trabalho da filha, já que apoiava o estereótipo de "Mulher é para casar e ficar em casa com os filhos", então por muito tempo Tana não foi o seu orgulho e como as ideias das duas eram muito opostas, nem sempre se deram tão bem.
Acho importante trazer aqui o abuso sexual que Tana sofreu e o apoio que ela não teve da mãe, que preferiu acreditar no filho do amante invés da sua própria filha. Foi algo que me enfureceu o livro inteiro, nunca perdoei a Jean e nunca o farei.
Eu viciei completamente no livro, li em todo o lado sempe que tive oportunidade.
Obrigada D.S.