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    O Elixir do Apocalipse - Ensaios brasileiros

    José Guilherme Merquior

    Nova Fronteira
    1983
    210 páginas
    7h 0m
    Português Brasileiro
    4
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    O diplomata, crítico e ensaísta José Guilherme Merquior morreu com apenas 49 anos, em 1991, e sua obra, importantíssima, desapareceu do mercado. Merquior era um liberal clássico, dado a polêmicas duras, com, entre outros, Marilena Chauí, Carlos Henrique Escobar, Paulo Francis, Caetano Veloso... [O Elixir do Apocalipse se desenvolve no campo das letras, da psicanálise de Freud e Jacques Lacan; da história da filosofia política e da cultura marxista]: A voz de Göethe, o vanguardismo doutrinário e formalista em Baudelaire, T. S. Eliot, Mallarmé e Ezra Pound. A estética da recepção. No Centenário de Joyce; um retrato de Gershom Scholem. Os últimos anos de Stefan Zweig. Impressões de D. Pedro II em Lisboa (1871). Elegia de Roma. A chave de Benjamin para a abordagem da literatura -- Elias Canetti e o romance da bibliofilia; a versão irônico-fantástica de Borges. Monteiro Lobato, o "nosso" H.G. Wells. Jorge Amado, o Dickens do regionalismo brasileiro. Poesia modernista; gigantismo epistolar; e a crônica na literatura brasileira. O pensamento e o estilo de Euclides da Cunha. Machado de Assis e a Filosofia. Principados do pensamento e caudilhismo intelectual no mundo da cultura hispânica: Menéndez y Pelayo, Rodó, Unamuno; Ortega y Gasset e Octavio Paz. (...) O marxismo que girava em torno da teoria da alienação, o marxismo “humanista” e “sem grossura”, o marxismo “difuso” que se difundiu no Rio de Janeiro do começo dos anos sessenta a partir das edições de livros de Lukács em italiano – um marxismo que era mais atmosfera que crença – foi evocado em termos que quase arriscavam “um escorregão no sentimentalismo”, no âmbito de uma áspera polêmica com a “intelligentsia enlatada”, “crassamente ideológica”, instalados na universidade (...) Havia, então, marxismos e marxismos. E Merquior se sentiu desafiado a empreender uma análise mais aprofundada do tema, com criteriosa fundamentação e cuidado em identificar tradições de pesquisa e linhagens de pensamento: fixou-se no exame das expressões teóricas mais sofisticadas de correntes de pensamento que influíam com maior vigor na cultura do Ocidente (O elixir do Apocalipse, 1983). Merquior deixou publicados, entre outros, os seguintes livros: "Razão do Poema"; "Arte e Sociedade em Marcuse, Adorno e Benjamin"; "A astúcia da mímese"; "Saudades do Carnaval"; "Formalismo e tradição moderna; "Verso e universo de Drummond"; "De Anchieta a Euclides"; "O fantasma romântico e outros ensaios"; "As idéias e as formas"; "A natureza do processo"; "O argumento liberal"; "O estruturalismo dos pobres e outras questões". Além dessas obras, publicou vários outros trabalhos em colaboração com Manuel Bandeira, Franklin de Oliveira, Gilberto Freyre. Jacques Bergier, Eduardo Portella. Perry Anderson, Roberto Campos, Raymond Aron, Lucio Colletti et al. Prefaciou alguns livros e colaborou com verbetes em enciclopédias, especialmente na Mirador, dirigida por Antonio Houaiss'.'

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    José Guilherme Merquior

    Foi um crítico literário, ensaísta, diplomata e sociólogo brasileiro. Professor universitário, foi um pensador que se definia politicamente como um liberal social. O crítico e ex-ministro da Educação Eduardo Portella definiu-o como "a mais fascinante máquina de pensar do Brasil pós-modernista - irreverente, agudo, sábio", ao passo que o antropólogo Lévi-Strauss o definiu como "um dos espíritos mais vivos e mais bem informados de nosso tempo".

    29 Livros
    28 Seguidores
    Rio de Janeiro, Brasil

    José Guilherme Merquior