Ecce Homo - De como a gente se torna o que a gente é

    Friedrich Nietzsche

    Escala
    2009
    130 páginas
    4h 20m
    ISBN-10: 8575568000
    Português Brasileiro

    Em Ecce Homo! (Eis o Homem!) o alemão Friedrich Nietzsche recorre à uma passagem do Evangelho de João (XIX, 5) para apor o título a este livro. Ele, ateu e imoralista declarado, toma a palavra de Pilatos no processo de Jesus de Nazaré, não para apresentar o Cristo que seria condenado à morte à cruz, mas para, sem lavar as mãos como Pilatos nem se oferecer a si próprio ao suplício, apresentar-se como um autêntico sem-Deus e um sem-religião que percorre sua própria vida sob todos os aspectos: físico, intelectual e espiritual. Escrito em 1888, Ecce Homo! é uma autobiografia. Tem como subtítulo: Como se chega a ser o que se é. Nele, Nietzsche se analisa a si próprio, senta no divã e diante dele está o psicanalista: o próprio Nietzsche. Apesar disso, não é uma sessão de psicanálise do filósofo para mudar sua cabeça; pelo contrário, é o autor alemão falando dele, sem papas na língua, como sempre, aliás. Um livro desconcertante e até mesmo enigmático. É o próprio Nietzsche profundamente nietzscheano.

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    SUELI ADUAN24/10/2009Resenhou um livro
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    Determinante na minha formação

    Quando li pela primeira vez esse livro, era muito jovem, e penso que muito não foi assimilado. É uma obra muito complexa, mas relendo outras vezes, posso dizer que foi determinante na minha formação. Ecce Homo, obra autobiográfica, onde o autor mostra a possibilidade, da “libertação de formas de pensar”, e que só nessa condição vale a pena pensar e viver. Diz Nietzsche: “Ninguém vive por nós a nossa própria vida, ninguém pode pensar por nós e para nós”. “Sê tu próprio”. Também nesse livro faz fortes críticas aos intelectuais alemães, devido ao comportamento que chamou de “rebanho” do fazer humano. Revitalizar as energias do homem e os estados de humanização é o vôo de Nietzsche, nesse livro, e claro, em outros. Foi um precursor da pós-modernidade.

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