Este ano comecei a aprender inglês e, por consequência, surgiu-me certo interesse pelo campo das traduções — algo muito recente —; depois de assistir uma grande quantidade de vídeos sobre o tema, vim buscar na literatura. Acabei, então, enquanto procurava, descobrindo este título, cujo autor não me era completamente estranho, graças a uma entrevista que assisti.
Como entusiasta, a leitura foi um deleite: a linguagem preza pela simplicidade, o reforço dos ensinamentos, didatismo, evita pedantismo; humildemente creio que mesmo os profissionais da área da tradução podem tirar proveito do conteúdo.
Conteúdo este que me foi de extremo proveito, que abriu minhas ideias para um entendimento realista do tema, desconstruindo pensares errôneos que acabamos por adquirir devido a desinformação.
Uma das várias importâncias pela qual sou grato ao livro foi por voltar meu olhar para a profissão de traduzir e, consequentemente, para o tradutor. Que área desvalorizada pelo mercado e pelo público, que área árdua e complicada, que não podemos — e acho que nunca poderemos — viver sem! Graças ao tradutor lemos as produções cujo idioma estrangeiro não dominamos, não fosse pela tradução, o que seria dos leitores? Mas ao final de um livro, se a experiência foi das proveitosas, o leitor credita o autor, só a ele; se foi amarga, aí, nessas horas, olham o nome do tradutor e erguem os paus e pedras.
Tenha ou não interesse no tema, recomendo a leitura se você depende de um profissional que te possibilita ler a produção “gringa”.
O autor, Paulo Henrique Britto, obviamente também tradutor, mostra que sabe o que faz, e que faz muito bem.