Livro um pouco diferente do que eu achei que seria, diferente para melhor. Este livro me mostra que Agatha tinha um pensamento fora da caixinha para criar um ambiente propício para a perpetração de um crime - isso porque ainda só li dois livros dela. Imagino o que tenha em suas outras dezenas de obras.
Muito me instiga essas histórias de um crime perfeito, habilmente planejado por alguém que beira a genialidade. Genialidade essa que é faca de dois gumes, se usada para o bem ou para o mal.
No caso de E Não Sobrou Nenhum, o leitor percorre toda a narração fazendo conjecturas de quem poderia estar por trás de tudo isso. Os mais astutos talvez descubram antes do desfecho da obra, já eu me deixei levar pela narração e suas artimanhas e estive a todo momento desconfiando de tudo.
Curioso ver como Agatha desenha o comportamento humano em tais circunstâncias: o ser humano e sua batalha entre os instintos e a razão.
Para quem deseja ler um primeiro livro da autora talvez essa seja uma boa introdução. É um livro curto de capítulos curtos, de fácil leitura. Recomendo.