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    O pequeno fascista -

    Fernando Bonassi

    Cosac Naify
    2005
    61 páginas
    2h 2m
    ISBN-10: 8575033735
    Português Brasileiro
    3.4
    79 avaliações
    Leram115Lendo0Querem51Relendo0Abandonos0Resenhas5
    Favoritos2Desejados51Avaliaram79

    De todos os livros escritos por Fernando Bonassi, O Pequeno Fascista é o que melhor resume sua vocação polêmica. Um panfleto contra os que insistem em mitificar a pureza da infância, conta a vida de um menino - da barriga materna até se tornar líder da turma - segundo a ótica de um ser político. Em diálogo aberto com o dramaturgo Bertolt Brecht, a história opera pelo avesso: o protagonista só dá maus exemplos, é cheio de preconceitos, inclusive raciais, e sentimentos mesquinhos. Longe de qualquer determinismo biológico, o autor optou por debitar a índole perversa de seu áspero personagem na conta do aprendizado social de um menino sem nome, sem recursos e de uma fome crônica. Das reações iniciais tidas como egoístas, passamos então a identificar os traços de um adolescente autoritário. O jovem ilustrador Daniel Bueno, em perfeita sintonia com o texto captou com precisão o espaço urbano hostil, árido e vigiado onde crescem milhares de adolescentes na periferia do mundo. Por tudo isso, O Pequeno Fascista é um livro para todas as idades.

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    Resenhas (5)Ver mais
    Ise Figueirôa picture
    Ise Figueirôa29/08/2021Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Numa linguagem bem humorada, os autores conseguem explicar para crianças e até adultos como um pequeno fascista se comporta (e devo confessar que até grandes fascistas, afinal tem algo de infatil no aspecto de alguns deles).

    1 curtida

    Estatísticas

    Avaliações

    3.4 / 79
    • 5 estrelas11%
    • 4 estrelas35%
    • 3 estrelas39%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas1%
    Fernando Bonassi profile picture

    Fernando Bonassi

    Fernando Bonassi (São Paulo, no bairro da Mooca, 1962) é um escritor, roteirista, dramaturgo e cineasta brasileiro. Formado em cinema pela USP, tem se destacado pela narrativa versátil, transitando pela literatura e pelo audiovisual com a mesma fluidez. Sua primeira peça é de 1989, As Coisas Ruins da Nossa Cabeça, ainda inédita no palco, mas que ganha adaptação para o cinema, por Di Moretti e Toni Venturi, intitulada Latitude Zero, filme protagonizado por Débora Duboc, em 2001. Estréia no teatro com Preso Entre Ferragens, em 1990, espetáculo dirigido por Eliana Fonseca. Sobre sua estréia, comenta a crítica e repórter Beth Néspoli: "Texto teatral escrito por Bonassi, depois de ele ter presenciado um terrível acidente numa estrada de Cuiabá, Preso entre Ferragens ficou na gaveta do autor por dez anos, por ser considerado de difícil montagem. No entanto, personagens em situações claustrofóbicas e no limiar da tragédia já começam a tornar-se sua marca registrada". Em 1996, transpõe para o palco seu romance Um Céu de Estrelas, dirigido por Lígia Cortez, ganhando o prêmio de melhor texto na Jornada SESC de Teatro. No mesmo ano, o romance ganha versão cinematográfica nas mão da diretora Tata Amaral, tendo Leona Cavalli como atriz principal. A adaptação foi assinada por Jean Claude Bernardet e Roberto Moreira (Prêmio de melhor filme nos Festivais de Biarritz, Brasília e Trieste em 1997). Vencedor da bolsa do Kunstlerprogramm do DAAD - Deutscher Akademischer Austauschdienst, passou 1998 escrevendo o volume de contos intitulado O Livro da Vida, em Berlim. Seu romance Subúrbio teve os direitos comprados pelo DAAD, tendo também sido adaptado para o teatro no mesmo ano. Ainda no mercado alemão, em 2000 foi lançado seu livro infanto-juvenil Uma Carta Para Deus. Em dramaturgia, uma de suas criações cênicas mais notáveis até o momento, foi Apocalipse 1,11, espetáculo de 2000 inspirado no Apocalipse, de São João, último episódio do livro bíblico, junto ao Teatro da Vertigem de Antonio Araújo. Também merece destaque o texto Woyzeck desmembrado, desenvolvido em parceria com o ator Matheus Nachtergaele. Em cinema, merecem destaques suas co-autorias dos roteiros de Cazuza - O Tempo Não Pára e Carandiru. Seu curta-metragem O Trabalho dos Homens recebeu os seguintes prêmios: melhor roteiro no Festival de Cinema do Ceará e no Rio Cine Festival, além dos prêmios de melhor roteiro, melhor direção e melhor filme no Festival de Gramado. Além de escritor, roteirista e dramaturgo, Bonassi também atua como colunista do jornal Folha de S. Paulo desde 1997. Atualmente, integra o quadro de contratados da Rede Globo, onde desenvolve projetos em parceria com Marçal Aquino.

    31 Livros
    9 Seguidores
    São Paulo, Brasil

    Fernando Bonassi