The Beginner's Goodbye - Aprendendo a se despedir...

    Anne Tyler

    Knopf
    2012
    208 páginas
    6h 56m
    ISBN-13: 9780307957276
    Português Brasileiro

    Anne Tyler gives us a wise, haunting, and deeply moving new novel in which she explores how a middle-aged man, ripped apart by the death of his wife, is gradually restored by her frequent appearances—in their house, on the roadway, in the market. Crippled in his right arm and leg, Aaron spent his childhood fending off a sister who wants to manage him. So when he meets Dorothy, a plain, outspoken, self-dependent young woman, she is like a breath of fresh air. Unhesitatingly he marries her, and they have a relatively happy, unremarkable marriage. But when a tree crashes into their house and Dorothy is killed, Aaron feels as though he has been erased forever. Only Dorothy’s unexpected appearances from the dead help him to live in the moment and to find some peace. Gradually he discovers, as he works in the family’s vanity-publishing business, turning out titles that presume to guide beginners through the trials of life, that maybe for this beginner there is a way of saying goodbye. A beautiful, subtle exploration of loss and recovery, pierced throughout with Anne Tyler’s humor, wisdom, and always penetrating look at human foibles.

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    Tatiana Jiménez Inda picture
    Tatiana Jiménez Inda31/07/2012Resenhou um livro
    3 (Bom)

    A capa possui uma imagem muito bonita, mas que não possui referência alguma à história. O título dourado em relevo O Começo do Adeus é perfeito para o livro. Apenas esse título e tema já me fez querer lê-lo logo. Minha ansiedade foi imensa. Passar pelo período de luto é um dos maiores obstáculos que alguém pode encontrar. E durante esse período percebemos que existe muito mais a ser superado que apenas a falta do ente querido. Temos de superar a nós mesmos. Como perdi minha mãe aos quinze anos de idade e meu pai cinco anos depois, sei como é difícil se despedir. No caso do protagonista, ele perde repentinamente a esposa e percebe que não consegue seguir em frente, embora finja que está tudo bem, que ele não precisa de ajuda. Ele é orgulhoso, pois desde que passou a ser deficiente físico não aceita a ajuda das pessoas, ele busca ser independente e respeitado, e não que sintam pena dele. Ao ficar viúvo e ter sua casa destruída completamente, ele se fecha ainda mais em seu próprio mundo, mesmo indo trabalhar todos os dias, recebendo amigos e vizinhos preocupados e uma irmã super protetora. Ele encara a ajuda de todos como uma afronta e procura sempre que seus momentos sociais sejam breves. As lembranças e aparições da esposa falecida passam a comandar o período de luto de Aaron. Dorothy aparece nos locais momentos mais enigmáticos e suas conversas são mais estranhas ainda. Seria o espírito de Dorothy ajudando o sofrido Aaron a dizer "adeus" a ela? Seria a mente de Aaron criando um mecanismo de se despedir da falecida Dorothy? A narrativa é feita por Aaron, que retorna ao passado para nos contar como a esposa morreu, mas também nos conta diversos outros momentos de sua vida: sua infância, adolescência, faculdade, trabalho, como conheceu a médica Dorothy e como era ser casado com ela. Um casal fora dos padrões românticos. Nenhum dos dois é perfeito. A autora não nos apresenta um casal de lindos modelos, sedutores e encantadores. Ele é um deficiente físico muito alto e desajeitado, orgulhoso, simples e um pouco mau humorado. Trabalha numa editora pequena da família e as publicações são entediantes. Ela é direta, fria, desorganizada, pouco vaidosa e muito metódica com seu trabalho. É médica, pouco feminina, mas muito inteligente. Mas os dois se amam e possuem uma vida modesta e feliz, embora desentendimentos bobos sejam comuns. Aaron a perde, vê sua casa desmoronar literalmente juntamente com sua vida. A narrativa se alterna entre o passado e o presente e aos poucos vamos conhecendo e compreendendo os sentimentos e ideias de Aaron, assim como percebemos que ele merece superar tudo e tentar ser feliz. Ao contar sua vida e seu casamento para o leitor, as reflexões sobre seus erros e falta de atenção a certas coisas vêm à tona. Aaron não precisa superar apenas a perda da esposa; ele precisa superar os obstáculos criados por ele mesmo. A estrutura do texto está dividida em nove capítulos e a escrita da autora, embora seja sensível e direta é bastante simples e enfatiza o cotidiano. A leitura é leve e rápida. Imagino que a total simplicidade se deva ao fato do narrador Aaron ser um homem extremamente simples e sincero. Apesar de ser uma triste história o livro possui sarcasmo e diversão. Muitas cenas carregam um humor negro, ou até mesmo fatos divertidos. Parece uma história real, mesmo com a esposa falecida aparecendo para o viúvo. A história não é profundamente depressiva, apesar da dúvida, medo e luto do protagonista de seguir em frente. Confesso que devido ao tema, esperava mais do livro. Gostei do fato do casal ser bem normal e comum, e não um casal saído de capa de revista com uma história fantástica. Porém ficou faltando alguma coisa no livro, porque embora seja uma história muito bonita de superação, a escrita da história e o conjunto da obra não me causou emoção como eu imaginara. Um bom livro sensível, com uma leve melancolia, boas personagens, tema humano e forte - mas a escrita da autora não me cativou e impactou como achei que deveria. Achei tudo muito previsível, sem surpresa alguma, sem ousadia. O livro não me marcou, apesar de eu ter gostado muito do protagonista. Gostei também das personagens caricatas, tanto os vizinhos, quanto os colegas de trabalho de Aaron. Sua irmã e seu relacionamento com ela também são peculiares e até o empreiteiro é interessante. Todas as personagens são ao mesmo tempo muito normais, comuns, como se fosse possível encontrá-las na esquina próxima; mas ao mesmo tempo são diferentes, cheias de manias, personalidade e estilo. O livro não é dramático em excesso nem possui algo para surpreender o leitor. É mais uma leitura de autoajuda bastante prazerosa que um livro feito para emocionar e envolver. Cheio de personagens equilibradas entre uma linha tênue do comum com o caricato. Um assunto delicado como a perda, a saudade e o luto. Uma mensagem de superar a própria vida, erros, dúvidas e a si mesmo. Cada um tem sua forma e seu momento de conseguir seguir em frente após perder uma pessoa de extrema importância. + resenhas em www.leitoraviciada.com

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