Acho a premissa muito boa (um revolucionário de esquerda e uma personagem queer dividindo uma cela durante um regime ditatorial e que encontram na contação de histórias - portanto, metanarrativas - uma maneira de passar o tempo e de tirar a cabeça do momento no qual estão vivendo), mas a obra, quase que totalmente limitada aos diálogos das personagens (e isso não chegou a ser um problema pra mim), cansa em alguns momentos. Algumas histórias narradas são desinteressantes e longas. Do mesmo modo, há EXTENSAS notas de rodapé pontuando estudos sobre a homossexualidade e que não chegam a ser tão interessantes assim (pelo menos não foram pra mim). Apesar desses momentos cansativos, o desenvolvimento das personagens é bem bacana de ser acompanhado e algumas passagens e reviravoltas são bem marcantes.
P.S.: minha metanarrativa preferida foi a da mulher-pantera.