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    O Imperador (Jornalismo Literário) - Os Bastidores do Palácio de Hailé Selassié I o Tirano que Governou a Etiópia por 44 Anos

    Ryszard Kapuscinski

    Companhia das Letras
    2005
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788535906905
    Português Brasileiro
    4.2
    78 avaliações
    Leram120Lendo3Querem158Relendo0Abandonos3Resenhas3
    Favoritos6Desejados158Avaliaram78

    O renomado correspondente Ryszard Kapuscinski traça um retrato da extravagância e da corrupção de que a corte do imperador Hailé Selassié I desfrutava enquanto a Etiópia se tornava um dos países mais miseráveis do mundo. Com posfácio de Mário Sérgio Conti.

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    Resenhas (3)Ver mais
    Lude Nunes picture
    Lude Nunes18/05/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Quero ser um cortesão etíope.

    Este livro me fascinou. É breve, seu foco é limitado. Só dá voz a um lado da história - e aí jaz seu encanto. Pouco após a violenta queda da monarquia etíope, o repórter polonês Ryszard Kapuscinski volta à conflagrada Adis-Abeba em busca de ex-cortesãos do deposto imperador Hailé Selassié que tenham sobrevivido às turbulências de seu tempo. Os depoimentos estão recolhidos aqui. Os depoentes não são candidatos à canonização: são corruptos, preconceituosos, elitistas, de mentalidade medieval. Mas é aí que jaz um grande charme do livro: a oportunidade de ver o mundo pelos olhos de pessoas radicalmente diferentes de nós - mesmo que seja uma visão que nos incomode (afinal são pessoas que não vêem nada demais em que milhares de camponeses morram de fome). Aproveite, pois, esta chance de conhecer um pouco mais deste curioso gênero humano.

    4 curtidas

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    Avaliações

    4.2 / 78
    • 5 estrelas36%
    • 4 estrelas42%
    • 3 estrelas21%
    • 2 estrelas1%
    • 1 estrelas0%
    Ryszard Kapuscinski profile picture

    Ryszard Kapuscinski

    Ryszard Kapscinski nasceu em Pinsk, uma cidade das Kresy Wschodnie, que à época era polaca e atualmente faz parte da Bielorrússia. Começou a sua carreira jornalística aos 17 anos na revista “Hoje e Amanhã”. Em 1964 foi apontado pela Polska Agencja Prasowa (PAP, onde trabalhou de 1958 a 1981) como seu único correspondente, e nos dez anos seguintes foi "responsável" por 50 países. Durante esse período viajou pelo mundo e fez a reportagem de guerras, golpes e revoluções na África, Ásia, Europa e Américas, incluindo a "Soccer War" (conflito de 6 dias entre as Honduras e El Salvador, em 1969). Fez amizade com Che Guevara na Bolívia, Salvador Allende no Chile e Patrice Lumumba no Congo. Ao longo da sua vida presenciou 27 revoluções e golpes, esteve em 12 frentes de guerra, e foi condenado ao fuzilamento por quatro vezes. No mundo anglófono, ele é mais conhecido pelas suas reportagens de África nas décadas de 1960 e 1970, quando testemunhou em primeira-mão o fim dos Impérios coloniais Europeus nesse continente. A partir do início da década de 1960, Kapuściński publicou livros de elevado valor literário, habilmente caracterizados por sofisticada narrativa técnica, retratos psicológicos das personagens, abundância de metáforas e outras figuras de estilo e imagens raras que servem como meios para interpretar a percepção do mundo. O livro mais conhecido de Kapuściński, " O Imperador", trata ele próprio do declínio do anacrónico regime etíope de Haile Selassie. "Xá dos Xás", sobre a queda de Mohammad Reza Pahlavi, o último Xá da Pérsia e "Imperium", sobre os últimos dias da União Soviética, gozaram de sucesso semelhante. Cansado da censura polaca, a partir da década de 1980, começou a colaborar com jornais e revistas internacionais, como The New York Times ou o Frankfurter Allgemeine Zeitung. Kapuściński tinha um fascínio tanto pelo exotismo das terras e das pessoas, como pelos livros: ele aproximava-se dos países estrangeiros, inicialmente, pela literatura, passando meses a ler antes de cada viagem. Ele sabia como ouvir as pessoas que ia conhecendo, mas também era capaz de captar o sentido dos cenários que encontrava: a forma como os Europeus saíam de Angola, a reconstrução dos frescos na nova Rússia, uma discussão relacionada com a pensão de alimentos no parlamento de Tanganica, tornando estes quadros em metáforas da transformação histórica. Esta tendência para tornar as aventuras pessoais numa fantástica síntese social fez de Kapuściński um eminente pensador e os volumes dessa persistente colectânea são um fascinante registo das observações de um repórter na reflexão filosófica do mundo e dos povos. Em 1999 foi eleito no seu país como o melhor jornalista do século XX. Em 2003 recebeu o Prémio Príncipe das Astúrias. Em 2004 foi galardoado na Áustria com o Prémio «Bruno Kreisky para livros políticos». Em 2005 foi doutorado “honoris causa” pela universidade catalã Ramón Llull. Embora tenha sido frequentemente mencionado para receber o Prémio Nobel da literatura nunca foi galardoado pela Academia Sueca. Em 2006, numa entrevista à Reuters, disse que escreveu para “pessoas de qualquer lugar ainda suficientemente jovens para estarem curiosas sobre o mundo” Passou os últimos anos da sua vida a viajar, participando em conferências e refletindo sobre o processo de globalização e as suas consequências para a civilização. Faleceu em Varsóvia, aos 74 anos, em consequência de doença grave. Desde a sua morte foram-lhe dedicados vários epitáfios, como: “O mestre do jornalismo moderno”, “Tradutor do mundo”, “O maior repórter do mundo” e “Heródoto dos nossos tempos”.

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    7 Seguidores

    Ryszard Kapuscinski