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    Diários -

    Al Berto

    Assírio & Alvim
    2012
    592 páginas
    19h 44m
    ISBN-13: 9789723716504
    Português
    4.5
    2 avaliações
    Leram7Lendo0Querem11Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados11Avaliaram2

    Embora não haja uma organização definida pelo autor, nem indicações quanto à edição dos diários, Al Berto alimentava o corpo dos cadernos com notas e esboços, acreditando, por vezes, que esse devir-obra da sua própria vida pudesse ganhar uma dimensão diferente, uma outra "força", "outra leitura" se ponderasse a sua publicação. Decidimos agora, de acordo com a vontade dos herdeiros legais e, ao mesmo tempo, fazendo eco do desejo de Al Berto, tornar públicos estes documentos privados. Nestes Diários sobressai o registo diário de algo que servia para um uso pessoal e íntimo. Estamos perante um corpus que se expõe a si mesmo, que se dá no ritmo efervescente da criação mas também na sua fragilidade, na dúvida.

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    Victor Almeida picture
    Victor Almeida26/02/2025Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Paixao

    Paixao e que tenho pela escrita de Al Berto "A ausência coalha sobre a pele. Por isso te escrevo, com esta luz encostada à boca. e espalho a cinza das palavras no silêncio da noite. Perder-te me levaria ao fogo duma bala. Viagem de sangue pela terra sem mar deste quarto que me conhece e protege. A paixão foi construída com a lentidão das obras primas. E nela não há equívocos nem sombras. O teu rosto é intenso, brilha assim que lhe toco - borboleta lunar, sinal de vida, estremecer do mundo na tristeza perfeita das mãos. Assim te raptei numa noite - com ansiedade delícia. E assim te amei (e amo) dentro e fora do poema."

    2 curtidas

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    Avaliações

    4.5 / 2
    • 5 estrelas50%
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    Alberto Raposo Pidwell Tavares profile picture

    Alberto Raposo Pidwell Tavares

    Nascido no seio de uma família da alta burguesia (origem inglesa por parte da avó paterna). Um ano depois foi viver para o Alentejo. O pai morre cedo, num desastre de viação. Em Sines passa toda a infância e adolescência até que a família decide enviá-lo para o estalebecimento de ensino artístico Escola António Arroio, em Lisboa. A 14 de Abril de 1967, refractário militar, mudou-se para a Bélgica, onde estudou pintura na École Nationale Supérieure d’Architecture et des Arts Visuels (La Cambre), em Bruxelas. Após concluir o curso, decide abandonar a pintura em 1971 e dedicar-se exclusivamente à escrita. Regressa a Portugal a 17 de Novembro de 1974 e aí escreve o primeiro livro inteiramente na língua portuguesa, À Procura do Vento num Jardim d'Agosto. O Medo, uma antologia do seu trabalho desde 1974 a 1986, é editado pela primeira vez em 1987. Este veio a tornar-se no trabalho mais importante da sua obra e o seu definitivo testemunho artístico, sendo adicionados em posteriores edições novos escritos do autor, mesmo após a sua morte. A 10 de Junho de 1992 foi feito Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.1 Deixou ainda textos incompletos para uma ópera, para um livro de fotografia sobre Portugal e uma «falsa autobiografia», como o próprio autor a intitulava. Morreu de linfoma. Em 2009 a Companhia de Teatro O Bando estreia no Teatro Nacional Dona Maria II em Lisboa um espectáculo intitulado A Noite a partir de Lunário, Três cartas da memória das Índias, Apresentação da noite, O Medo, À procura do vento num jardim d'Agosto e Dispersos. O espectáculo foi encenado por João Brites e interpretado por Ana Lúcia Palminha e Pedro Gil. Além de Lisboa, o espectáculo esteve ainda no Teatro da Cerca de São Bernardo em Coimbra e no espaço d'O Bando.

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    Alberto Raposo Pidwell Tavares